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Gerir tensões na complexidade organizacional de um agrupamento de escolas : testemunho da sua diretora

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Resumo:O presente estudo centra-se na figura de uma diretora escolar, enquadrada pelo decreto-lei nº75/2008 com as alterações introduzidas pelo decreto- lei nº 137/2012. Com a passagem do órgão de gestão das escolas de um órgão colegial a um órgão unipessoal e, simultaneamente, o reforço das suas competências na área da administração escolar, assistimos durante os últimos cinco anos a um novo modelo de governação das escolas. Ainda longe de estar consolidado, com as agregações dos agrupamentos de escolas do ensino básico às escolas secundárias e a constituição de comissões administrativas provisórias o papel do diretor escolar, altera-se. Altera-se, não só pelo normativo que regula as competências da comissão administrativa provisória, de que ele é presidente, como acarreta uma transformação nas funções e papéis, que a nova organização exige. O estudo percorre as duas etapas da governação escolar. De presidente da comissão administrativa provisória a novamente diretora, através da sua candidatura e eleição recente a diretora do agrupamento e centra-se na sua figura, nos dilemas que tem que enfrentar e na forma de os ultrapassar. Os instrumentos de recolha de dados – análise documental, observação não participante e entrevista semiestruturada, foram ao encontro da procura de respostas para o problema da investigação: por um lado, os desafios que se colocam no seu quotidiano, as práticas e os processos organizacionais, as redes de relações interpessoais, as dinâmicas micropolíticas e as estratégias dos diferentes atores no terreno, que fazem parte da organização escolar e por outro, que tipo de ações estratégicas e relacionais são desenvolvidas para definirem o seu campo de ação. O estudo permite revelar espaços de liberdade, de autonomia pedagógica e organizativa, bem como estilos de liderança e capacidade de gerir as tensões do dia a dia. A experiência no cargo que ocupa, as suas capacidades de gestão, mas sobretudo o seu modus operandi em termos relacionais, resultam em fazer parecer simples, um quotidiano exigente, rigoroso e muitas horas de trabalho.
Autores principais:Pingo, Ana Paula Pardal Salgado, 1959-
Assunto:Directores de estabelecimentos de ensino Administração escolar - Portugal Agrupamentos de escolas Liderança escolar Trabalhos de projeto de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo centra-se na figura de uma diretora escolar, enquadrada pelo decreto-lei nº75/2008 com as alterações introduzidas pelo decreto- lei nº 137/2012. Com a passagem do órgão de gestão das escolas de um órgão colegial a um órgão unipessoal e, simultaneamente, o reforço das suas competências na área da administração escolar, assistimos durante os últimos cinco anos a um novo modelo de governação das escolas. Ainda longe de estar consolidado, com as agregações dos agrupamentos de escolas do ensino básico às escolas secundárias e a constituição de comissões administrativas provisórias o papel do diretor escolar, altera-se. Altera-se, não só pelo normativo que regula as competências da comissão administrativa provisória, de que ele é presidente, como acarreta uma transformação nas funções e papéis, que a nova organização exige. O estudo percorre as duas etapas da governação escolar. De presidente da comissão administrativa provisória a novamente diretora, através da sua candidatura e eleição recente a diretora do agrupamento e centra-se na sua figura, nos dilemas que tem que enfrentar e na forma de os ultrapassar. Os instrumentos de recolha de dados – análise documental, observação não participante e entrevista semiestruturada, foram ao encontro da procura de respostas para o problema da investigação: por um lado, os desafios que se colocam no seu quotidiano, as práticas e os processos organizacionais, as redes de relações interpessoais, as dinâmicas micropolíticas e as estratégias dos diferentes atores no terreno, que fazem parte da organização escolar e por outro, que tipo de ações estratégicas e relacionais são desenvolvidas para definirem o seu campo de ação. O estudo permite revelar espaços de liberdade, de autonomia pedagógica e organizativa, bem como estilos de liderança e capacidade de gerir as tensões do dia a dia. A experiência no cargo que ocupa, as suas capacidades de gestão, mas sobretudo o seu modus operandi em termos relacionais, resultam em fazer parecer simples, um quotidiano exigente, rigoroso e muitas horas de trabalho.