Publicação
Inibição da desaminase celular APOBEC3G pela proteína Vif do HIV-1:o papel da localização celular
| Resumo: | A desaminase de citidinas APOBEC3G (A3G) (apolipoprotein B-editing catalitic polypeptide 3G), confere uma importante estratégia anti-viral às células humanas, a qual é neutralizada pelo factor de infecciosidade viral (Vif, viral infectivity factor) do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, Human Immunodeficiency Virus). Esta enzima é o componente central desta defesa intrínseca de células do sistema imunitário, como os linfócitos T e os macrófagos, ao promover a hipermutação do genoma do vírus mutado em vif, impedindo uma infecção produtiva destas células-alvo. Em contra-partida, a selecção deste gene durante a evolução do HIV-1 permitiu que uma proteína viral conseguisse induzir de forma eficiente a degradação da A3G, através da via-dependente de proteossomas celulares. Neste trabalho, a interacção que ocorre entre a proteína viral e a enzima celular foi investigada, nomeadamente através de uma estratégia que inibe esta ligação e que pretende devolver a capacidade inibidora da infecção à desaminase. Através da adição de um sinal de localização nuclear (NLS, nuclear localization signal) à extremidade N-terminal da A3G, foi tentada a separação física destas duas proteínas em diferentes sub-localizações celulares. A proteína Vif foi aferida quanto à capacidade de induzir a degradação da proteína construída, e foram testadas as capacidades da NLS-A3G de incorporação nas partículas virais produzidas nas células infectadas e de inibição da replicação viral nas células-alvo. As diferenças detectadas na sensibilidade à acção da Vif e a total inibição da infecção que ocorre na ausência da proteína viral, poderão ser bastante promissoras na descoberta de novas regiões na estrutura de ambas proteínas, ou até mesmo na revelação de novos mecanismos de evasão da desaminase celular à acção da proteína viral. Poderá, assim, atingir-se uma maior compreensão da adaptação evolutiva deste vírus ao sistema imunitário do Homem, uma adaptação muito eficiente que culmina no desenvolvimento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA). |
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| Autores principais: | Rodrigues, Diana Isabel Máximo |
| Assunto: | Biologia celular HIV-1 Sistema imunitário Proteina Vif Teses de mestrado |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A desaminase de citidinas APOBEC3G (A3G) (apolipoprotein B-editing catalitic polypeptide 3G), confere uma importante estratégia anti-viral às células humanas, a qual é neutralizada pelo factor de infecciosidade viral (Vif, viral infectivity factor) do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, Human Immunodeficiency Virus). Esta enzima é o componente central desta defesa intrínseca de células do sistema imunitário, como os linfócitos T e os macrófagos, ao promover a hipermutação do genoma do vírus mutado em vif, impedindo uma infecção produtiva destas células-alvo. Em contra-partida, a selecção deste gene durante a evolução do HIV-1 permitiu que uma proteína viral conseguisse induzir de forma eficiente a degradação da A3G, através da via-dependente de proteossomas celulares. Neste trabalho, a interacção que ocorre entre a proteína viral e a enzima celular foi investigada, nomeadamente através de uma estratégia que inibe esta ligação e que pretende devolver a capacidade inibidora da infecção à desaminase. Através da adição de um sinal de localização nuclear (NLS, nuclear localization signal) à extremidade N-terminal da A3G, foi tentada a separação física destas duas proteínas em diferentes sub-localizações celulares. A proteína Vif foi aferida quanto à capacidade de induzir a degradação da proteína construída, e foram testadas as capacidades da NLS-A3G de incorporação nas partículas virais produzidas nas células infectadas e de inibição da replicação viral nas células-alvo. As diferenças detectadas na sensibilidade à acção da Vif e a total inibição da infecção que ocorre na ausência da proteína viral, poderão ser bastante promissoras na descoberta de novas regiões na estrutura de ambas proteínas, ou até mesmo na revelação de novos mecanismos de evasão da desaminase celular à acção da proteína viral. Poderá, assim, atingir-se uma maior compreensão da adaptação evolutiva deste vírus ao sistema imunitário do Homem, uma adaptação muito eficiente que culmina no desenvolvimento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA). |
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