Publicação
Alguns efeitos da prática do texto livre no ensino-aprendizagem da expressão escrita
| Resumo: | Sendo a competência de comunicação objecto e veículo do saber (como é reconhecido na Lei de Bases do Sistema Educativo, quando aponta para a transdisciplinaridade da Língua Materna), necessário se toma equacionar o processo do seu ensino-aprendizagem, de modo a proporcionar aos alunos o domínio efectivo da língua nas variadas situações comunicacionais e escolher metodologias adequadas e exequíveis para atingir esse objectivo. A consciencialização dessa necessidade levou-nos a debruçarmo-nos sobre as condições que na escola são criadas para o desenvolvimento dessa competência, em especial a nível da leitura e da escrita, geralmente consideradas como as grandes responsáveis pelo êxito ou pelo insucesso escolar no Ensino Básico. O facto de estarmos há cerca de nove anos como professora responsável pela regência da disciplina de Didáctica da Língua Materna, não só aos professores em profissionalização, mas também aos alunos dos diferentes cursos de formação inicial na Escola Superior de Educação de Beja, permitiu-nos um contacto continuado com algumas escolas do 1° Ciclo, onde acompanhamos a prática pedagógica dos nossos alunos. Esta situação deu-nos a possibilidade de seguir de perto a aplicação de alguns métodos de leitura e da escrita, nomeadamente, por um lado, o método natural de iniciação à leitura, ligado à prática do texto livre e, por outro lado, os métodos mais tradicionais, ainda os mais comuns nas nossas escolas, e de os comparar com a nossa prática, quando, durante alguns anos, leccionámos o ciclo. Tendo podido verificar que as dificuldades dos alunos se manifestavam mais a nível da escrita que da leitura, concentrámos a nossa atenção sobre este aspecto da língua. Embora a aprendizagem da leitura e da escrita sigam a par, a nossa preocupação foi a de abordar de modo mais específico a natureza particular dos mecanismos envolvidos no domínio da língua escrita. Os actuais programas de Língua Portuguesa do Ensino Básico salientam o papel importante da aprendizagem da escrita, nomeadamente, o programa do 2° ciclo, que diz: "entende-se hoje que a prática da escrita organiza e desenvolve o pensamento, acelera aquisições linguisticas, permite ler melhor e aprender mais E refere que "a interiorização de hábitos de escrita decorre da frequência da sua prática, associada a situações de prazer e de reforço de auto-confiança". Na realidade, os nossos programas de língua portuguesa prevêem determinadas práticas de escrita com o objectivo de, por um lado, levar os alunos à tomada de consciência de diferentes modelos e técnicas de escrita; e, por outro lado, aprofundar a relação afectiva dos alunos com a produção de textos, inserindo a escrita num ambiente lúdico que possa desencadear a superação de eventuais bloqueios. (...) |
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| Autores principais: | Eugénio, Rosa Marques Delgado Martins |
| Assunto: | Teses de mestrado - 1995 Processo educativo Processo de aprendizagem Organização textual Conteúdo temático |
| Ano: | 1995 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Sendo a competência de comunicação objecto e veículo do saber (como é reconhecido na Lei de Bases do Sistema Educativo, quando aponta para a transdisciplinaridade da Língua Materna), necessário se toma equacionar o processo do seu ensino-aprendizagem, de modo a proporcionar aos alunos o domínio efectivo da língua nas variadas situações comunicacionais e escolher metodologias adequadas e exequíveis para atingir esse objectivo. A consciencialização dessa necessidade levou-nos a debruçarmo-nos sobre as condições que na escola são criadas para o desenvolvimento dessa competência, em especial a nível da leitura e da escrita, geralmente consideradas como as grandes responsáveis pelo êxito ou pelo insucesso escolar no Ensino Básico. O facto de estarmos há cerca de nove anos como professora responsável pela regência da disciplina de Didáctica da Língua Materna, não só aos professores em profissionalização, mas também aos alunos dos diferentes cursos de formação inicial na Escola Superior de Educação de Beja, permitiu-nos um contacto continuado com algumas escolas do 1° Ciclo, onde acompanhamos a prática pedagógica dos nossos alunos. Esta situação deu-nos a possibilidade de seguir de perto a aplicação de alguns métodos de leitura e da escrita, nomeadamente, por um lado, o método natural de iniciação à leitura, ligado à prática do texto livre e, por outro lado, os métodos mais tradicionais, ainda os mais comuns nas nossas escolas, e de os comparar com a nossa prática, quando, durante alguns anos, leccionámos o ciclo. Tendo podido verificar que as dificuldades dos alunos se manifestavam mais a nível da escrita que da leitura, concentrámos a nossa atenção sobre este aspecto da língua. Embora a aprendizagem da leitura e da escrita sigam a par, a nossa preocupação foi a de abordar de modo mais específico a natureza particular dos mecanismos envolvidos no domínio da língua escrita. Os actuais programas de Língua Portuguesa do Ensino Básico salientam o papel importante da aprendizagem da escrita, nomeadamente, o programa do 2° ciclo, que diz: "entende-se hoje que a prática da escrita organiza e desenvolve o pensamento, acelera aquisições linguisticas, permite ler melhor e aprender mais E refere que "a interiorização de hábitos de escrita decorre da frequência da sua prática, associada a situações de prazer e de reforço de auto-confiança". Na realidade, os nossos programas de língua portuguesa prevêem determinadas práticas de escrita com o objectivo de, por um lado, levar os alunos à tomada de consciência de diferentes modelos e técnicas de escrita; e, por outro lado, aprofundar a relação afectiva dos alunos com a produção de textos, inserindo a escrita num ambiente lúdico que possa desencadear a superação de eventuais bloqueios. (...) |
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