Publicação
Resiliência em contexto de instrução militar
| Resumo: | O presente projecto de investigação pretende sistematizar alguns factores envolvidos na adaptação positiva dos instruendos às exigências de um Curso Militar de Operações Especiais. Neste sentido, apoiando-se na definição de resiliência, estabelece-se dois níveis de adaptação: um interno, expresso pela reactividade emocional derivado do processo de adaptação dos instruendos; e outro externo, expresso pela avaliação de desempenho realizada pelos instrutores ao longo do curso. Sugere-se como variáveis psicológicas individuais com capacidade de favorecer a adaptação positiva, o Sentido Interno de Coerência de Aaron Antonovsky e a Hardiness (Robustez Psicológica) de Suzane Kobasa. De forma a aumentar o poder explicativo destas variáveis considerou-se as estratégias de coping utilizadas para lidar com as exigências do curso e a percepção de coesão do grupo, uma vez que a instrução militar decorre com os instruendos integrados em equipas de instrução. A investigação foi delineada de modo a testar a hipótese geral de que o Sentido de Coerência e a Robustez Psicológica estão associadas a uma adaptação positiva ao Curso, isto é, a um elevado desempenho e a uma reduzida reactividade emocional negativa. Complementarmente foi testado a hipótese de que a percepção de Coesão Militar e as estratégias de coping se constituem como variáveis mediadoras neste processo de adaptação. De uma forma geral, os resultados indicam que o Sentido Intemo de Coerência e a Robustez Psicológica associaram-se a uma maior capacidade de adaptação, interna e externa, ao Curso. Embora com algumas limitações, verificou-se efeitos de mediação das estratégias emocionais, do evitamento e da Coesão Militar na relação da Robustez Psicológica e do Sentido Interno de Coerência com alguns indicadores de adaptação. |
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| Autores principais: | Rodrigues, João Fernando Ferreira, 1973- |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2005 Resiliência Coping Locus de controlo |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente projecto de investigação pretende sistematizar alguns factores envolvidos na adaptação positiva dos instruendos às exigências de um Curso Militar de Operações Especiais. Neste sentido, apoiando-se na definição de resiliência, estabelece-se dois níveis de adaptação: um interno, expresso pela reactividade emocional derivado do processo de adaptação dos instruendos; e outro externo, expresso pela avaliação de desempenho realizada pelos instrutores ao longo do curso. Sugere-se como variáveis psicológicas individuais com capacidade de favorecer a adaptação positiva, o Sentido Interno de Coerência de Aaron Antonovsky e a Hardiness (Robustez Psicológica) de Suzane Kobasa. De forma a aumentar o poder explicativo destas variáveis considerou-se as estratégias de coping utilizadas para lidar com as exigências do curso e a percepção de coesão do grupo, uma vez que a instrução militar decorre com os instruendos integrados em equipas de instrução. A investigação foi delineada de modo a testar a hipótese geral de que o Sentido de Coerência e a Robustez Psicológica estão associadas a uma adaptação positiva ao Curso, isto é, a um elevado desempenho e a uma reduzida reactividade emocional negativa. Complementarmente foi testado a hipótese de que a percepção de Coesão Militar e as estratégias de coping se constituem como variáveis mediadoras neste processo de adaptação. De uma forma geral, os resultados indicam que o Sentido Intemo de Coerência e a Robustez Psicológica associaram-se a uma maior capacidade de adaptação, interna e externa, ao Curso. Embora com algumas limitações, verificou-se efeitos de mediação das estratégias emocionais, do evitamento e da Coesão Militar na relação da Robustez Psicológica e do Sentido Interno de Coerência com alguns indicadores de adaptação. |
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