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Energia eólica em Portugal

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Resumo:As alterações climáticas, que se têm acentuado nas últimas décadas um pouco por todo o planeta, têm conduzido a uma crescente preocupação e consciencialização para a urgência ambiental, quer por parte do cidadão comum, mas também dos decisores políticos à escala internacional, que têm procurado promover a redução da emissão de gases com efeito de estufa e a utilização de fontes de energia renováveis. A presente dissertação propõe-se investigar a motivação do significativo investimento feito em Portugal na capacidade eólica instalada nos últimos 15 anos, tornando o nosso país num dos maiores produtores da Europa de energia eléctrica a partir da força cinética do vento. Foram consideradas duas hipóteses explicativas, uma assente na existência de uma possível vantagem comparativa de Portugal no âmbito Europeu, relativamente ao recurso endógeno (vento), e uma segunda hipótese suportada na adopção, de forma estratégica, de políticas publicas de promoção e incentivo. Os resultados obtidos evidenciam que Portugal não dispõe de condições particularmente vantajosas para a instalação de turbinas eólicas para a produção de energia, sendo que a proliferação de parques eólicos no nosso país resulta, no essencial, da estratégia política nacional para o sector energético que, no quadro dos compromissos assumidos com a União Europeia, criou um ambiente empresarial favorável ao investimento no sub-sector eólico em Portugal.
Autores principais:Pacheco, Luís Miguel Tavares
Assunto:Alterações Climáticas Vento Protocolo de Quioto Energias Renováveis Feed-in Tariff Politicas Públicas Climate Change Wind Kyoto Protocol Renewable Energy Public Policies
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As alterações climáticas, que se têm acentuado nas últimas décadas um pouco por todo o planeta, têm conduzido a uma crescente preocupação e consciencialização para a urgência ambiental, quer por parte do cidadão comum, mas também dos decisores políticos à escala internacional, que têm procurado promover a redução da emissão de gases com efeito de estufa e a utilização de fontes de energia renováveis. A presente dissertação propõe-se investigar a motivação do significativo investimento feito em Portugal na capacidade eólica instalada nos últimos 15 anos, tornando o nosso país num dos maiores produtores da Europa de energia eléctrica a partir da força cinética do vento. Foram consideradas duas hipóteses explicativas, uma assente na existência de uma possível vantagem comparativa de Portugal no âmbito Europeu, relativamente ao recurso endógeno (vento), e uma segunda hipótese suportada na adopção, de forma estratégica, de políticas publicas de promoção e incentivo. Os resultados obtidos evidenciam que Portugal não dispõe de condições particularmente vantajosas para a instalação de turbinas eólicas para a produção de energia, sendo que a proliferação de parques eólicos no nosso país resulta, no essencial, da estratégia política nacional para o sector energético que, no quadro dos compromissos assumidos com a União Europeia, criou um ambiente empresarial favorável ao investimento no sub-sector eólico em Portugal.