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O desenho, a expressão gráfica dos mecanimos da cognição

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Resumo:Esta investigação concentra o seu objetivo na abordagem do desenho empírico enquanto meio de representação sensível que, baseado nos mecanismos de cognição, tem potencialidades para estimular, incrementar e clarificar o pensamento baseado na forma. Neste sentido, estará patente a procura da argumentação sobre a confirmação das seguintes hipóteses contextualizadas na produção do desenho empírico: “o desenho potencia o pensamento quando conjugue a expressão e a cognição”; “a expressão gráfica é um meio que estimula o processo da imaginação e do raciocínio”; “a expressão potencia os mecanismos cognitivos quando é ativada a relação dialética entre as sinergias do corpo, a dinâmica da imaginação e a faculdade da razão”. Será relevado o papel do desenho na ativação da relação dialética entre o pensamento e a forma, tendo em conta que a sua natureza mais racional ou mais expressiva depende dos processos usados, conforme tenham uma ligação mais próxima à realidade empírico-expressiva ou à realidade científico-raciocinativa. Com base neste princípio, criou-se um constructo teórico onde se propõe uma definição de Desenho 1 e Desenho 2: o Desenho 1 é de natureza sensível, feito à mão levantada, ligado intrinsecamente a um processo expressivo sob a influência de motivações subjetivas, combinadas com fatores objetivos e baseado na aferição percetiv; o Desenho 2 é de natureza racional, feito com instrumentos de rigor métrico, ligado intrinsecamente à exploração da geometria, que é determinada pela relação lógico-formal sob o controlo da aferição raciocinativa de natureza matemática. Pretende-se, com esta abordagem, sugerir que o Desenho 1 permite particularmente desenvolver o que aqui se designou “inteligência da representação analógica”, na qual estão implicadas a inteligência espacial, a inteligência corporal-cinestésica e a inteligência lógico-dedutiva, para além de, dada a natureza expressiva deste tipo de desenho, se combinar com uma certa inteligência sensível. Em função disto, argumenta-se que o Desenho 1, na relação sensível-racional e interior-exterior, desencadeia a expressão enquanto meio de exteriorização de um conjunto de sinergias conjugadas no sistema mente-corpo, que, quando ordenadas cognitivamente, terão um efeito particular na potenciação/clarificação do pensamento sobre/com a forma.
Autores principais:Rodrigues, Luís Filipe Salgado Pereira
Assunto:Desenho Cognição Expressão Imagem Pensamento Drawing Cognition Expression Image Thought
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta investigação concentra o seu objetivo na abordagem do desenho empírico enquanto meio de representação sensível que, baseado nos mecanismos de cognição, tem potencialidades para estimular, incrementar e clarificar o pensamento baseado na forma. Neste sentido, estará patente a procura da argumentação sobre a confirmação das seguintes hipóteses contextualizadas na produção do desenho empírico: “o desenho potencia o pensamento quando conjugue a expressão e a cognição”; “a expressão gráfica é um meio que estimula o processo da imaginação e do raciocínio”; “a expressão potencia os mecanismos cognitivos quando é ativada a relação dialética entre as sinergias do corpo, a dinâmica da imaginação e a faculdade da razão”. Será relevado o papel do desenho na ativação da relação dialética entre o pensamento e a forma, tendo em conta que a sua natureza mais racional ou mais expressiva depende dos processos usados, conforme tenham uma ligação mais próxima à realidade empírico-expressiva ou à realidade científico-raciocinativa. Com base neste princípio, criou-se um constructo teórico onde se propõe uma definição de Desenho 1 e Desenho 2: o Desenho 1 é de natureza sensível, feito à mão levantada, ligado intrinsecamente a um processo expressivo sob a influência de motivações subjetivas, combinadas com fatores objetivos e baseado na aferição percetiv; o Desenho 2 é de natureza racional, feito com instrumentos de rigor métrico, ligado intrinsecamente à exploração da geometria, que é determinada pela relação lógico-formal sob o controlo da aferição raciocinativa de natureza matemática. Pretende-se, com esta abordagem, sugerir que o Desenho 1 permite particularmente desenvolver o que aqui se designou “inteligência da representação analógica”, na qual estão implicadas a inteligência espacial, a inteligência corporal-cinestésica e a inteligência lógico-dedutiva, para além de, dada a natureza expressiva deste tipo de desenho, se combinar com uma certa inteligência sensível. Em função disto, argumenta-se que o Desenho 1, na relação sensível-racional e interior-exterior, desencadeia a expressão enquanto meio de exteriorização de um conjunto de sinergias conjugadas no sistema mente-corpo, que, quando ordenadas cognitivamente, terão um efeito particular na potenciação/clarificação do pensamento sobre/com a forma.