Publicação
Estudo clínico sobre o benefício do uso de uma pasta ozonizada em gatos com gengivoestomatite crónica
| Resumo: | A gengivoestomatite crónica felina (GECF) é uma doença inflamatória muito debilitante associada a dor crónica. A inflamação e o controlo da dor são os objetivos do tratamento. O ozono é o terceiro oxidante mais potente existente, com atividade antimicrobiana muito potente e capacidade de estimular a angiogénese e a resposta imune. Estas características justificam o atual interesse na sua aplicação em odontologia. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia da terapia com ozono na GECF e avaliar a existência de algum impacto sistémico através de análises hematológicas e bioquímicas. Foi realizado um estudo prospetivo, randomizado, duplamente cego que incluiu dois grupos: grupo ozono (n=5) e grupo placebo (n=5), todos refratários a outras terapias normalmente utilizadas na GECF. As variáveis registadas incluíram peso, parâmetros hematológicos e bioquímicos e índice de estomatite (SDAI). Os modelos lineares generalizados mistos (GLMM) e teste de Mann-Whitney-U foram utilizados para análise estatística. A contagem de plaquetas apresentou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos no dia 0 (p=0,0496), podendo ter sido ocasional. As proteínas totais no dia 30 foram significativamente inferiores no grupo tratado com ozono (p=0,043), ao contrário dos níveis de albumina, que não mudaram significativamente. Os níveis de eritrócitos e hemoglobina diminuíram no grupo ozono, embora sem diferenças estatisticamente significativas. Este mesmo grupo apresentou uma melhoria tendencial quando comparado com o grupo placebo, mas as diferenças não foram significativas. Os parâmetros bioquímicos renais e hepáticos não apresentaram diferenças entre os grupos e durante o tempo. A formulação de uma pasta contendo ozono poderá contribuir para a melhoria da GECF e pode estar relacionada com alguns efeitos sistémicos que devem ser melhor estudados, em estudos futuros, recorrendo a uma maior amostra. Parece ser seguro, uma vez que nenhum efeito adverso importante foi observado |
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| Autores principais: | Barata, Maria Inês Martins Figueira da Graça |
| Assunto: | Gengivoestomatite Gato Inflamação Ozono Tratamento Gingivostomatitis Cat Inflammation Ozone Treatment |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A gengivoestomatite crónica felina (GECF) é uma doença inflamatória muito debilitante associada a dor crónica. A inflamação e o controlo da dor são os objetivos do tratamento. O ozono é o terceiro oxidante mais potente existente, com atividade antimicrobiana muito potente e capacidade de estimular a angiogénese e a resposta imune. Estas características justificam o atual interesse na sua aplicação em odontologia. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia da terapia com ozono na GECF e avaliar a existência de algum impacto sistémico através de análises hematológicas e bioquímicas. Foi realizado um estudo prospetivo, randomizado, duplamente cego que incluiu dois grupos: grupo ozono (n=5) e grupo placebo (n=5), todos refratários a outras terapias normalmente utilizadas na GECF. As variáveis registadas incluíram peso, parâmetros hematológicos e bioquímicos e índice de estomatite (SDAI). Os modelos lineares generalizados mistos (GLMM) e teste de Mann-Whitney-U foram utilizados para análise estatística. A contagem de plaquetas apresentou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos no dia 0 (p=0,0496), podendo ter sido ocasional. As proteínas totais no dia 30 foram significativamente inferiores no grupo tratado com ozono (p=0,043), ao contrário dos níveis de albumina, que não mudaram significativamente. Os níveis de eritrócitos e hemoglobina diminuíram no grupo ozono, embora sem diferenças estatisticamente significativas. Este mesmo grupo apresentou uma melhoria tendencial quando comparado com o grupo placebo, mas as diferenças não foram significativas. Os parâmetros bioquímicos renais e hepáticos não apresentaram diferenças entre os grupos e durante o tempo. A formulação de uma pasta contendo ozono poderá contribuir para a melhoria da GECF e pode estar relacionada com alguns efeitos sistémicos que devem ser melhor estudados, em estudos futuros, recorrendo a uma maior amostra. Parece ser seguro, uma vez que nenhum efeito adverso importante foi observado |
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