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Infeção pós-natal a Citomegalovírus : a propósito de 2 casos clínicos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A infeção a Citomegalovírus (CMV) é globalmente muito prevalente no mundo. No caso dos recém-nascidos, o vírus pode ser transmitido no período pós-natal, principalmente através do leite materno, mas também da transfusão de produtos sanguíneos ou por contacto direto, nomeadamente no contexto de cuidados de saúde. Embora nos recém-nascidos de termo constitua geralmente uma infeção assintomática ou auto-limitada, também se pode manifestar como doença grave nos recém-nascidos prematuros, com sintomas sepsis-like, hepatite, ou pneumonite, e alterações laboratoriais como trombocitopénia, colestase e subida da PCR. O diagnóstico pode ser feito através de Real Time Polimerase Chain Reaction (rtPCR) de uma amostra de urina, saliva ou sangue, após exclusão de infeção congénita. Não está preconizada a instituição de terapêutica antiviral na maioria dos casos, por se tratar habitualmente de uma infeção autolimitada. Contudo, em alguns casos selecionados em que se verifique doença grave, o uso de ganciclovir tem vindo a ser relatado, embora mais estudos sejam necessários para determinar a sua eficácia e segurança nestes casos. Apesar de não estar associada a surdez neurossensorial ou alterações importantes no neurodesenvolvimento, estudos indicam que crianças que foram alvo desta infeção apresentam piores scores cognitivos e motores comparativamente a crianças não infetadas, embora dentro dos parâmetros da normalidade. Deste modo, a prevenção da transmissão do CMV através do tratamento do leite materno assume um papel de grande relevância. São reportados dois casos de recém-nascidos prematuros que foram expostos ao CMV no período pós-natal, apresentando manifestações como trombocitopénia, hepatoesplenomegália e colestase, mas com gravidades diferentes, influenciando a abordagem clínica.
Autores principais:Carvalho, José Pedro Godinho
Assunto:Citomegalovírus Leite materno Prematuridade Terapêutica antiviral Prevenção Pediatria
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A infeção a Citomegalovírus (CMV) é globalmente muito prevalente no mundo. No caso dos recém-nascidos, o vírus pode ser transmitido no período pós-natal, principalmente através do leite materno, mas também da transfusão de produtos sanguíneos ou por contacto direto, nomeadamente no contexto de cuidados de saúde. Embora nos recém-nascidos de termo constitua geralmente uma infeção assintomática ou auto-limitada, também se pode manifestar como doença grave nos recém-nascidos prematuros, com sintomas sepsis-like, hepatite, ou pneumonite, e alterações laboratoriais como trombocitopénia, colestase e subida da PCR. O diagnóstico pode ser feito através de Real Time Polimerase Chain Reaction (rtPCR) de uma amostra de urina, saliva ou sangue, após exclusão de infeção congénita. Não está preconizada a instituição de terapêutica antiviral na maioria dos casos, por se tratar habitualmente de uma infeção autolimitada. Contudo, em alguns casos selecionados em que se verifique doença grave, o uso de ganciclovir tem vindo a ser relatado, embora mais estudos sejam necessários para determinar a sua eficácia e segurança nestes casos. Apesar de não estar associada a surdez neurossensorial ou alterações importantes no neurodesenvolvimento, estudos indicam que crianças que foram alvo desta infeção apresentam piores scores cognitivos e motores comparativamente a crianças não infetadas, embora dentro dos parâmetros da normalidade. Deste modo, a prevenção da transmissão do CMV através do tratamento do leite materno assume um papel de grande relevância. São reportados dois casos de recém-nascidos prematuros que foram expostos ao CMV no período pós-natal, apresentando manifestações como trombocitopénia, hepatoesplenomegália e colestase, mas com gravidades diferentes, influenciando a abordagem clínica.