Publicação
Novas abordagens para o rastreio do cancro do colo do útero e para a prática clínica
| Resumo: | A infecção persistente por um dos 15 Vírus do Papiloma Humano (HPV) de alto risco é considerada um factor necessário, mas não suficiente, para o desenvolvimento do cancro do colo do útero. Nos últimos anos, tem-se assistido a uma intensa procura de novos métodos moleculares de diagnóstico que permitam diferenciar entre as mulheres cujas lesões vão progredir para carcinoma invasivo e aquelas cujas lesões regredirão espontaneamente. No presente trabalho, foram desenvolvidas e implementadas metodologias de PCR em tempo real para a quantificação da carga viral, o estudo do estado físico do genoma viral na célula hospedeira e a quantificação dos transcritos dos oncogenes virais do HPV 16 e 18, com vista à identificação de indicadores de prognóstico para o desenvolvimento do cancro do colo do útero. A quantificação do DNA do HPV 16 e 18 permitiu identificar uma correlação positiva entre a carga viral e a gravidade da lesão. O estudo do estado físico do DNA do HPV 16 e 18, embora não tenha permitido estabelecer uma relação prognóstica entre o estado físico do DNA viral e o tipo de lesão, permitiu constatar que a integração do DNA do HPV 16 é um acontecimento precoce e que as formas exclusivamente integradas do HPV 18 aumentam com a gravidade da lesão. A quantificação do RNAm do E7 do HPV 16 permitiu estabelecer uma associação positiva entre a expressão dos transcritos virais e o grau da lesão. No caso do HPV 18, o pequeno número de casos estudados não permitiu estabelecer uma correlação. De acordo com os resultados obtidos, para além da tipificação dos HPV de alto risco, a quantificação da carga viral poderá ser um importante biomarcador para a identificação precoce dos casos com maior probabilidade de progressão e desenvolvimento de carcinoma do colo do útero e lesões percursoras. |
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| Autores principais: | Neto, Marta Costa |
| Assunto: | Biologia molecular Papillomavírus humano Cancro do colo do útero Teses de mestrado |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A infecção persistente por um dos 15 Vírus do Papiloma Humano (HPV) de alto risco é considerada um factor necessário, mas não suficiente, para o desenvolvimento do cancro do colo do útero. Nos últimos anos, tem-se assistido a uma intensa procura de novos métodos moleculares de diagnóstico que permitam diferenciar entre as mulheres cujas lesões vão progredir para carcinoma invasivo e aquelas cujas lesões regredirão espontaneamente. No presente trabalho, foram desenvolvidas e implementadas metodologias de PCR em tempo real para a quantificação da carga viral, o estudo do estado físico do genoma viral na célula hospedeira e a quantificação dos transcritos dos oncogenes virais do HPV 16 e 18, com vista à identificação de indicadores de prognóstico para o desenvolvimento do cancro do colo do útero. A quantificação do DNA do HPV 16 e 18 permitiu identificar uma correlação positiva entre a carga viral e a gravidade da lesão. O estudo do estado físico do DNA do HPV 16 e 18, embora não tenha permitido estabelecer uma relação prognóstica entre o estado físico do DNA viral e o tipo de lesão, permitiu constatar que a integração do DNA do HPV 16 é um acontecimento precoce e que as formas exclusivamente integradas do HPV 18 aumentam com a gravidade da lesão. A quantificação do RNAm do E7 do HPV 16 permitiu estabelecer uma associação positiva entre a expressão dos transcritos virais e o grau da lesão. No caso do HPV 18, o pequeno número de casos estudados não permitiu estabelecer uma correlação. De acordo com os resultados obtidos, para além da tipificação dos HPV de alto risco, a quantificação da carga viral poderá ser um importante biomarcador para a identificação precoce dos casos com maior probabilidade de progressão e desenvolvimento de carcinoma do colo do útero e lesões percursoras. |
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