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Doença aterosclerótica – prevenção e terapêutica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Doença Aterosclerótica é uma doença progressiva crónica e é a principal causa de mortalidade e morbilidade cardiovascular em todo o mundo. Caracteriza-se pela formação de uma placa a nível da parede arterial que resulta no estreitamento e enrijecimento dos vasos sanguíneos em questão. Devido ao seu impacto marcado a nível da saúde global os tratamentos e estratégias de prevenção são de importância maior. A gestão da Doença Aterosclerótica foca-se essencialmente em dois aspetos chave: intervenção farmacológica e modificações no estilo de vida. A intervenção farmacológica desempenha um papel crucial na prevenção e progressão da doença e das complicações associadas. As estatinas, que diminuem os níveis de colesterol são o pilar da farmacoterapia na gestão da Doença Aterosclerótica. Outros medicamentos como os anti-agregantes plaquetários, anti-hipertensores e novos agentes hipolipemiantes como os inibidores PCSK9 também são utilizados para combater fatores de risco específicos e diminuir os eventos cardiovasculares. Além da terapêutica farmacológica, as modificações no estilo de vida constituem uma componente essencial na gestão da Doença Aterosclerótica. A prática regular de exercício físico, uma dieta saudável e a cessação tabágica são fortemente recomendadas. Estas medidas ajudam a controlar a pressão arterial, melhorar o perfil lipídico e a manter a saúde cardiovascular global. Nos últimos anos, surgiram modalidades terapêuticas que têm mostrado resultados promissores no tratamento da aterosclerose. Estas incluem a utilização de anticorpos monoclonais que têm como alvo citocinas pró-inflamatórias como a interleucina-1 e a interleucina-6, e ainda as novas terapêuticas genéticas destinadas a alterar o metabolismo lipídico e reduzir o impacto da placa de ateroma. A prevenção da Doença Aterosclerótica começa com a identificação e modificação dos fatores de risco como hipertensão, dislipidemia, Diabetes Mellitus, obesidade e tabagismo. A gestão eficaz da Doença Aterosclerótica requere uma abordagem multifacetada que combina terapêutica farmacológica e alterações no estilo de vida. A investigação contínua e os esforços colaborativos são necessários para melhorar as estratégias existentes e desenvolver opções inovadoras para a prevenção e tratamento desta complexa patologia.
Autores principais:Paquito, Beatriz Nunes Correia Marreiros
Assunto:Doença aterosclerótica Estatinas Prevenção Hipertensão Mestrado Integrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Doença Aterosclerótica é uma doença progressiva crónica e é a principal causa de mortalidade e morbilidade cardiovascular em todo o mundo. Caracteriza-se pela formação de uma placa a nível da parede arterial que resulta no estreitamento e enrijecimento dos vasos sanguíneos em questão. Devido ao seu impacto marcado a nível da saúde global os tratamentos e estratégias de prevenção são de importância maior. A gestão da Doença Aterosclerótica foca-se essencialmente em dois aspetos chave: intervenção farmacológica e modificações no estilo de vida. A intervenção farmacológica desempenha um papel crucial na prevenção e progressão da doença e das complicações associadas. As estatinas, que diminuem os níveis de colesterol são o pilar da farmacoterapia na gestão da Doença Aterosclerótica. Outros medicamentos como os anti-agregantes plaquetários, anti-hipertensores e novos agentes hipolipemiantes como os inibidores PCSK9 também são utilizados para combater fatores de risco específicos e diminuir os eventos cardiovasculares. Além da terapêutica farmacológica, as modificações no estilo de vida constituem uma componente essencial na gestão da Doença Aterosclerótica. A prática regular de exercício físico, uma dieta saudável e a cessação tabágica são fortemente recomendadas. Estas medidas ajudam a controlar a pressão arterial, melhorar o perfil lipídico e a manter a saúde cardiovascular global. Nos últimos anos, surgiram modalidades terapêuticas que têm mostrado resultados promissores no tratamento da aterosclerose. Estas incluem a utilização de anticorpos monoclonais que têm como alvo citocinas pró-inflamatórias como a interleucina-1 e a interleucina-6, e ainda as novas terapêuticas genéticas destinadas a alterar o metabolismo lipídico e reduzir o impacto da placa de ateroma. A prevenção da Doença Aterosclerótica começa com a identificação e modificação dos fatores de risco como hipertensão, dislipidemia, Diabetes Mellitus, obesidade e tabagismo. A gestão eficaz da Doença Aterosclerótica requere uma abordagem multifacetada que combina terapêutica farmacológica e alterações no estilo de vida. A investigação contínua e os esforços colaborativos são necessários para melhorar as estratégias existentes e desenvolver opções inovadoras para a prevenção e tratamento desta complexa patologia.