Publicação
Desenvolvimento de mapas de vulnerabilidade da agricultura à seca em Portugal
| Resumo: | A seca agrícola, devida à redução da disponibilidade de humidade no solo para as culturas, leva a uma perda económica considerável em todo o mundo, pondo em causa a segurança alimentar e a agricultura sustentável. No âmbito da gestão agrícola sustentável, a monitorização dos eventos de seca bem como a avaliação da vulnerabilidade da agricultura aos eventos de seca desempenham um papel crucial. Neste trabalho procede-se ao desenvolvimento de dois métodos baseados em indicadores de seca com vista a definir índices de exposição, sensibilidade e capacidade de adaptação do sistema agrícola aos eventos de seca com o objetivo final de gerar mapas de vulnerabilidade da agricultura à seca em Portugal continental. A utilização de diferentes indicadores de seca e índices de vegetação, bem como outros dados auxiliares permitiu o desenvolvimento do índice de vulnerabilidade da agricultura à seca (ADVI), baseado numa metodologia categórica (Murthy et al., 2015a, b). De forma a sustentar a aplicação da metodologia categórica, procedeu-se a uma análise em componentes principais (PCA) com base nas componentes previamente utilizadas para a determinação do ADVI. Fez-se uma análise preliminar do indicador de seca e dos dados de saúde da vegetação, utilizando o indicador de seca SPEI (Standardised Precipitation-Evapotranspiration Index) e os índices de saúde da vegetação VCI (Vegetation Condition Index), TCI (Temperature Condition Index) e VHI (Vegetation Health Index) para Portugal continental entre setembro de 1981 e agosto de 2016. Com base na análise desses índices, verificou-se uma concordância relativamente aos principais eventos de seca identificados. O cálculo do ADVI e a aplicação da PCA foram feitos considerando primeira e unicamente os cereais para grão como cultura agrícola e, posteriormente, considerando as principais culturas agrícolas. Ambos os métodos identificam cinco classes de vulnerabilidade da agricultura à seca: pouco vulnerável, moderadamente vulnerável, vulnerável, muito vulnerável e extremamente vulnerável. Pôde concluir-se que ambos os métodos (ADVI e PCA) identificam o Minho e o Alentejo como regiões de reduzida e extrema vulnerabilidade, respetivamente. No entanto, as duas abordagens apresentam algumas pequenas diferenças relativamente às classes intermédias noutras regiões do país. Por fim, verificou-se que os mapas de vulnerabilidade obtidos têm um padrão próximo do padrão do índice de aridez. |
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| Autores principais: | Alonso, Catarina Alexandra Preto |
| Assunto: | Seca Agricultura Vulnerabilidade ADVI PCA Teses de mestrado - 2018 |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A seca agrícola, devida à redução da disponibilidade de humidade no solo para as culturas, leva a uma perda económica considerável em todo o mundo, pondo em causa a segurança alimentar e a agricultura sustentável. No âmbito da gestão agrícola sustentável, a monitorização dos eventos de seca bem como a avaliação da vulnerabilidade da agricultura aos eventos de seca desempenham um papel crucial. Neste trabalho procede-se ao desenvolvimento de dois métodos baseados em indicadores de seca com vista a definir índices de exposição, sensibilidade e capacidade de adaptação do sistema agrícola aos eventos de seca com o objetivo final de gerar mapas de vulnerabilidade da agricultura à seca em Portugal continental. A utilização de diferentes indicadores de seca e índices de vegetação, bem como outros dados auxiliares permitiu o desenvolvimento do índice de vulnerabilidade da agricultura à seca (ADVI), baseado numa metodologia categórica (Murthy et al., 2015a, b). De forma a sustentar a aplicação da metodologia categórica, procedeu-se a uma análise em componentes principais (PCA) com base nas componentes previamente utilizadas para a determinação do ADVI. Fez-se uma análise preliminar do indicador de seca e dos dados de saúde da vegetação, utilizando o indicador de seca SPEI (Standardised Precipitation-Evapotranspiration Index) e os índices de saúde da vegetação VCI (Vegetation Condition Index), TCI (Temperature Condition Index) e VHI (Vegetation Health Index) para Portugal continental entre setembro de 1981 e agosto de 2016. Com base na análise desses índices, verificou-se uma concordância relativamente aos principais eventos de seca identificados. O cálculo do ADVI e a aplicação da PCA foram feitos considerando primeira e unicamente os cereais para grão como cultura agrícola e, posteriormente, considerando as principais culturas agrícolas. Ambos os métodos identificam cinco classes de vulnerabilidade da agricultura à seca: pouco vulnerável, moderadamente vulnerável, vulnerável, muito vulnerável e extremamente vulnerável. Pôde concluir-se que ambos os métodos (ADVI e PCA) identificam o Minho e o Alentejo como regiões de reduzida e extrema vulnerabilidade, respetivamente. No entanto, as duas abordagens apresentam algumas pequenas diferenças relativamente às classes intermédias noutras regiões do país. Por fim, verificou-se que os mapas de vulnerabilidade obtidos têm um padrão próximo do padrão do índice de aridez. |
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