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Contribuição para a implementação de boas práticas de higiene em unidades de produção primária de mel

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Resumo:A apicultura tem assumido uma crescente importância no setor agroalimentar, não apenas pela contribuição das abelhas para a segurança alimentar e equilíbrio dos ecossistemas ambientais, mas pela importância do mel e outros produtos apícolas como fonte de alimento natural, de grande valor nutricional e económico. Os locais destinados à extração, processamento e armazenamento de mel e outros produtos apícolas provenientes da própria exploração, designados por Unidades de Produção Primária, constituem o centro da atividade apícola e representam uma parte importante de investimento do apicultor. Contudo, as Unidades de Produção Primária apresentam desafios específicos na implementação efetiva de Boas Práticas de Higiene, fundamentais para assegurar a qualidade e segurança dos produtos apícolas. O presente estudo teve como objetivo avaliar o grau de implementação de Boas Práticas de Higiene em Unidades de Produção Primária no Algarve e desenvolver um guia prático de apoio à sua implementação, destinado aos Médicos Veterinários Oficiais e aos Apicultores. O estudo baseou-se em inquéritos presenciais estruturados realizados em 18 Unidades de Produção Primária, e recolheram-se dados sobre as características sociodemográficas dos apicultores, características das instalações, práticas de higienização, higiene pessoal e registos de controlo. Os dados obtidos demonstraram que todos os apicultores eram do sexo masculino, com mais de 40 anos de idade e experiência apícola superior a 10 anos, atividade exercida maioritariamente de forma secundária. A maioria (61%) possuíam formação certificada em higiene alimentar e conhecimento de boas práticas apícolas (83%). Verificou-se que 22% nunca tinham sido fiscalizados. Embora as infraestruturas e equipamentos apresentassem condições satisfatórias para a realização das atividades, identificaram-se falhas na higienização, ausência de registos escritos e uso irregular de vestuário exclusivo, refletindo uma insuficiente implementação das Boas Práticas de Higiene e um desconhecimento dos trabalhadores. Os resultados evidenciam a necessidade de sensibilização e formação dos apicultores, e do reforço da fiscalização. O guia elaborado constitui um instrumento prático de harmonização e melhoria das práticas de higiene, promovendo a conformidade com a legislação vigente e a valorização do setor apícola nacional
Autores principais:Assis,Francisco Silva Sabino de
Assunto:Unidades de produção primária Boas práticas de higiene Mel Produtos apícolas Apicultura Primary Production Units Good hygiene practice Honey Bee products Beekeeping
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A apicultura tem assumido uma crescente importância no setor agroalimentar, não apenas pela contribuição das abelhas para a segurança alimentar e equilíbrio dos ecossistemas ambientais, mas pela importância do mel e outros produtos apícolas como fonte de alimento natural, de grande valor nutricional e económico. Os locais destinados à extração, processamento e armazenamento de mel e outros produtos apícolas provenientes da própria exploração, designados por Unidades de Produção Primária, constituem o centro da atividade apícola e representam uma parte importante de investimento do apicultor. Contudo, as Unidades de Produção Primária apresentam desafios específicos na implementação efetiva de Boas Práticas de Higiene, fundamentais para assegurar a qualidade e segurança dos produtos apícolas. O presente estudo teve como objetivo avaliar o grau de implementação de Boas Práticas de Higiene em Unidades de Produção Primária no Algarve e desenvolver um guia prático de apoio à sua implementação, destinado aos Médicos Veterinários Oficiais e aos Apicultores. O estudo baseou-se em inquéritos presenciais estruturados realizados em 18 Unidades de Produção Primária, e recolheram-se dados sobre as características sociodemográficas dos apicultores, características das instalações, práticas de higienização, higiene pessoal e registos de controlo. Os dados obtidos demonstraram que todos os apicultores eram do sexo masculino, com mais de 40 anos de idade e experiência apícola superior a 10 anos, atividade exercida maioritariamente de forma secundária. A maioria (61%) possuíam formação certificada em higiene alimentar e conhecimento de boas práticas apícolas (83%). Verificou-se que 22% nunca tinham sido fiscalizados. Embora as infraestruturas e equipamentos apresentassem condições satisfatórias para a realização das atividades, identificaram-se falhas na higienização, ausência de registos escritos e uso irregular de vestuário exclusivo, refletindo uma insuficiente implementação das Boas Práticas de Higiene e um desconhecimento dos trabalhadores. Os resultados evidenciam a necessidade de sensibilização e formação dos apicultores, e do reforço da fiscalização. O guia elaborado constitui um instrumento prático de harmonização e melhoria das práticas de higiene, promovendo a conformidade com a legislação vigente e a valorização do setor apícola nacional