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Macroaneurismas da retina

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Resumo:Os macroaneurismas da retina são dilatações vasculares adquiridas nos quatro principais ramos da artéria central da retina. A sua etiologia ainda não está bem definida, no entanto, sabe-se que está relacionada com a idade, hipertensão arterial e aterosclerose. As lesões podem ser assintomáticas ou manifestar-se como perda súbita e indolor da visão central no olho afectado. Os macroaneurismas podem evoluir de três maneiras possíveis: exsudação crónica, ruptura ou involução/resolução espontânea. O tratamento, cirúrgico ou médico, tem como objectivo reduzir a possibilidade de hemorragia ou exsudação macular. Em termos prognósticos, a história natural destas lesões sugere que a maioria resolve-se espontaneamente, com restauração da visão normal. Caso clínico: Doente do sexo feminino, 90 anos, com antecedentes pessoais de hipertensão arterial e dislipidémia, recorre à Urgência de Oftalmologia por diminuição súbita da acuidade visual do olho direito acompanhada de metamorfopsias e “cortina preta” (sic). À observação do fundo ocular observava-se no olho direito hemovítreo pouco denso, hemorragia subretiniana na região macular e hemorragia pré-retiniana em banda que contactava com a região macular. Ao longo da sua evolução clínica, a doente realizou tomografia de coerência optica (OCT), ecografia e angiografia fluoresceínica (AF) que confirmaram o diagnóstico de macroaneurisma da retina. O seu quadro clínico acabou por regredir espontaneamente, sendo apenas aconselhada vigilância. Actualmente a doente encontra-se bem com a possibilidade de recuperação total.
Autores principais:Magalhães, Ana Marta da Cunha Lopes Loureiro
Assunto:Aneurisma Retina Oftalmologia
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os macroaneurismas da retina são dilatações vasculares adquiridas nos quatro principais ramos da artéria central da retina. A sua etiologia ainda não está bem definida, no entanto, sabe-se que está relacionada com a idade, hipertensão arterial e aterosclerose. As lesões podem ser assintomáticas ou manifestar-se como perda súbita e indolor da visão central no olho afectado. Os macroaneurismas podem evoluir de três maneiras possíveis: exsudação crónica, ruptura ou involução/resolução espontânea. O tratamento, cirúrgico ou médico, tem como objectivo reduzir a possibilidade de hemorragia ou exsudação macular. Em termos prognósticos, a história natural destas lesões sugere que a maioria resolve-se espontaneamente, com restauração da visão normal. Caso clínico: Doente do sexo feminino, 90 anos, com antecedentes pessoais de hipertensão arterial e dislipidémia, recorre à Urgência de Oftalmologia por diminuição súbita da acuidade visual do olho direito acompanhada de metamorfopsias e “cortina preta” (sic). À observação do fundo ocular observava-se no olho direito hemovítreo pouco denso, hemorragia subretiniana na região macular e hemorragia pré-retiniana em banda que contactava com a região macular. Ao longo da sua evolução clínica, a doente realizou tomografia de coerência optica (OCT), ecografia e angiografia fluoresceínica (AF) que confirmaram o diagnóstico de macroaneurisma da retina. O seu quadro clínico acabou por regredir espontaneamente, sendo apenas aconselhada vigilância. Actualmente a doente encontra-se bem com a possibilidade de recuperação total.