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Qual o impacto do IMC da mulher nos desfechos reprodutivos dos tratamentos de inseminação intrauterina?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução A infertilidade é uma condição de elevada prevalência mundial, com diferentes etiologias. A Inseminação Intrauterina (IIU) coloca-se como primeira opção terapêutica para casais com infertilidade inexplicada de curta duração ou fator masculino ligeiro. Entre os fatores de risco associados à infertilidade, pela sua potencial reversibilidade, destaca-se o Índice de Massa Corporal (IMC) feminino aumentado, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um problema de saúde pública major. Apesar disto, o impacto do IMC na taxa de sucesso da IIU não se encontra ainda totalmente estabelecido. Objetivo Avaliar se existe associação entre o IMC feminino e os desfechos reprodutivos após IIU. Material e Métodos Estudo retrospetivo através da consulta da base de dados da Unidade de Medicina da Reprodução (UMR) do Hospital de Santa Maria (HSM), que incluiu 2319 ciclos de IIU realizados entre 1 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2022. O desfecho primário do estudo foi a taxa de gravidez clínica. O desfecho secundário foi a taxa de nado-vivo. Resultados Registaram-se 272 gravidezes clínicas (11,7%), das quais em 256 foi possível averiguar o desfecho final; obteve-se uma taxa de nado-vivo de 8,2% (n = 191). Uma maior probabilidade de gravidez clínica, com significado estatístico, obteve-se para menor idade feminina (p= 0,02) e presença de mais de 1 folículo com tamanho superior a 16 mm (p = 0,002). ii A maior probabilidade de nado-vivo, com significado estatístico, obteve-se para menor idade feminina (p>= 0,001) e menor IMC (p = 0,02). O IMC manteve significado quando ajustado para a idade [OR 0,93 (IC 95% 0,88-0,99), p=0,035]. Conclusões Na nossa amostra, um maior IMC feminino não demonstrou associação significativa com a diminuição da taxa de gravidez clínica após IIU, mas associou-se a menor taxa de nado-vivo. Estes resultados reforçam a importância de estratégias de modificações de estilos de vida prévias à gravidez.
Autores principais:Carreiro, Joana Diniz
Assunto:IMC feminino Infertilidade feminina Inseminação intrauterina Taxa de nado-vivo Taxa de gravidez clínica Obstetrícia
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução A infertilidade é uma condição de elevada prevalência mundial, com diferentes etiologias. A Inseminação Intrauterina (IIU) coloca-se como primeira opção terapêutica para casais com infertilidade inexplicada de curta duração ou fator masculino ligeiro. Entre os fatores de risco associados à infertilidade, pela sua potencial reversibilidade, destaca-se o Índice de Massa Corporal (IMC) feminino aumentado, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um problema de saúde pública major. Apesar disto, o impacto do IMC na taxa de sucesso da IIU não se encontra ainda totalmente estabelecido. Objetivo Avaliar se existe associação entre o IMC feminino e os desfechos reprodutivos após IIU. Material e Métodos Estudo retrospetivo através da consulta da base de dados da Unidade de Medicina da Reprodução (UMR) do Hospital de Santa Maria (HSM), que incluiu 2319 ciclos de IIU realizados entre 1 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2022. O desfecho primário do estudo foi a taxa de gravidez clínica. O desfecho secundário foi a taxa de nado-vivo. Resultados Registaram-se 272 gravidezes clínicas (11,7%), das quais em 256 foi possível averiguar o desfecho final; obteve-se uma taxa de nado-vivo de 8,2% (n = 191). Uma maior probabilidade de gravidez clínica, com significado estatístico, obteve-se para menor idade feminina (p= 0,02) e presença de mais de 1 folículo com tamanho superior a 16 mm (p = 0,002). ii A maior probabilidade de nado-vivo, com significado estatístico, obteve-se para menor idade feminina (p>= 0,001) e menor IMC (p = 0,02). O IMC manteve significado quando ajustado para a idade [OR 0,93 (IC 95% 0,88-0,99), p=0,035]. Conclusões Na nossa amostra, um maior IMC feminino não demonstrou associação significativa com a diminuição da taxa de gravidez clínica após IIU, mas associou-se a menor taxa de nado-vivo. Estes resultados reforçam a importância de estratégias de modificações de estilos de vida prévias à gravidez.