Publicação
Estado, Religião e as Mulheres: O caso das Murshidat em Rabat
| Resumo: | A presente proposta de investigação, enquadra-se no âmbito das políticas e narrativas reformistas associadas ao Islão, mais precisamente, do modo como o Estado concebe a necessidade de reforma religiosa, o papel que é reservado às mulheres nesse processo e a importância da educação na contenção de movimentos radicais islâmicos e da própria emancipação da mulher. Para tal, tomo como objeto de estudo o caso de Marrocos e as murshidat. Analisa-se o tema referente à questão das murshidat segundo o paradigma crítico, através de uma perspetiva desconstrutora de um padrão dominante no que respeita aos líderes espirituais do Islão e também da influência do Estado na reforma religiosa em Marrocos. Para tal, recorro à metodologia qualitativa, designadamente, a utilização de entrevistas, à etnografia virtual/digital que são complementadas com a análise documental e pesquisa bibliográfica. Coloco o Estado no centro desta análise, demarcando-se o trabalho da abordagem já amplamente explorada, do estudo da mulher islâmica a partir de um paradigma de submissão e até do ativismo das mulheres islâmicas, focando a sua própria agência e a importância da atuação das ONGs feministas no processo de emancipação das mulheres islâmicas. Privilegio o papel que foi concedido às murshidat, na luta contra o terrorismo e na luta por um Islão moderado, uma narrativa de certa forma singular, do Estado marroquino e do Rei Mohamed VI que alterou um padrão dominante no que respeita aos líderes espirituais marroquinos, construindo uma nova narrativa sobre o Islão e, paralelamente, dá-se atenção à relação da prática religiosa e do género, pretendendo-se assim perceber a sua relação com a inclusão das mulheres nos assuntos religiosos. Entende-se assim que o Islão é uma componente essencial da identidade marroquina e consequentemente das mulheres, que com as particularidades religiosas e culturais, têm a sua própria forma de posicionamento na sociedade marroquina. |
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| Autores principais: | Tecedeiro, Ana Rita Lobo Rabasqueira Lopes |
| Assunto: | Estado Murshidat Religião Mulheres State Murshidat Religion Women |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente proposta de investigação, enquadra-se no âmbito das políticas e narrativas reformistas associadas ao Islão, mais precisamente, do modo como o Estado concebe a necessidade de reforma religiosa, o papel que é reservado às mulheres nesse processo e a importância da educação na contenção de movimentos radicais islâmicos e da própria emancipação da mulher. Para tal, tomo como objeto de estudo o caso de Marrocos e as murshidat. Analisa-se o tema referente à questão das murshidat segundo o paradigma crítico, através de uma perspetiva desconstrutora de um padrão dominante no que respeita aos líderes espirituais do Islão e também da influência do Estado na reforma religiosa em Marrocos. Para tal, recorro à metodologia qualitativa, designadamente, a utilização de entrevistas, à etnografia virtual/digital que são complementadas com a análise documental e pesquisa bibliográfica. Coloco o Estado no centro desta análise, demarcando-se o trabalho da abordagem já amplamente explorada, do estudo da mulher islâmica a partir de um paradigma de submissão e até do ativismo das mulheres islâmicas, focando a sua própria agência e a importância da atuação das ONGs feministas no processo de emancipação das mulheres islâmicas. Privilegio o papel que foi concedido às murshidat, na luta contra o terrorismo e na luta por um Islão moderado, uma narrativa de certa forma singular, do Estado marroquino e do Rei Mohamed VI que alterou um padrão dominante no que respeita aos líderes espirituais marroquinos, construindo uma nova narrativa sobre o Islão e, paralelamente, dá-se atenção à relação da prática religiosa e do género, pretendendo-se assim perceber a sua relação com a inclusão das mulheres nos assuntos religiosos. Entende-se assim que o Islão é uma componente essencial da identidade marroquina e consequentemente das mulheres, que com as particularidades religiosas e culturais, têm a sua própria forma de posicionamento na sociedade marroquina. |
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