Publicação
Metamorphosis
| Resumo: | A relação cidade-rio revela uma particularidade importante na identidade e crescimento de um território ribeirinho. Esta condição permite que a cidade se abra à água e com ela construa um espaço simbólico entre o território e a figura humana. Este trabalho formaliza um desejo de transformar o tecido urbano da cidade de Setúbal e a reaproximar ao rio sob a consciência interna da sua identidade e memória. Numa leitura atenta ao território são revelados os suportes sobre o qual a cidade se desenvolveu, expondo uma crescente conquista sobre o rio. Este território conquistado sobre a água apresenta-se hoje como um espaço não consolidado e fragmentado, resultado do crescimento pouco coeso da cidade e sobretudo das frentes rio que serviam antigas zonas industriais e portuárias. Estas estruturas portuárias desarticuladas com a cidade criam a oportunidade para repensar os tecidos urbanos e relações com o rio. A partir desta referência histórica propõe-se uma reflexão sobre os motivos do progressivo afastamento entre a cidade e o rio. A abordagem ao projeto explora uma visão da cidade, articulando a teoria e a prática, a leitura e o projeto, a partir de um exercício de composição urbana e arquitetónica. A transformação deste território ribeirinho premeia a memória do seu lugar e os vestígios de identidade que ainda imergem sobre o território. O projeto foca a frente de água do Bairro das Fontainhas como objeto de estudo onde se explora a escala e a monumentalização da água. A proposta desenvolve diferentes relações da água com o espaço construído, influenciando o comportamento das pessoas para com o lugar. Aqui constrói-se uma nova existência formal e funcional com a identidade e memória do lugar, concedendo-lhe novas espacialidades capazes de perdurar no tempo. “… a arquitetura é o único meio de que dispomos para conservar vivo um laço com um passado ao qual devemos a nossa identidade e que é constitutivo do nosso ser.” (CHOAY, 2015, pág.. 147) |
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| Autores principais: | Barata, Cristiana Augusto |
| Assunto: | Transformação Percurso Limite Luz Sombra Água Densidade Transformation Route Limit Light Shadow Water Density |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A relação cidade-rio revela uma particularidade importante na identidade e crescimento de um território ribeirinho. Esta condição permite que a cidade se abra à água e com ela construa um espaço simbólico entre o território e a figura humana. Este trabalho formaliza um desejo de transformar o tecido urbano da cidade de Setúbal e a reaproximar ao rio sob a consciência interna da sua identidade e memória. Numa leitura atenta ao território são revelados os suportes sobre o qual a cidade se desenvolveu, expondo uma crescente conquista sobre o rio. Este território conquistado sobre a água apresenta-se hoje como um espaço não consolidado e fragmentado, resultado do crescimento pouco coeso da cidade e sobretudo das frentes rio que serviam antigas zonas industriais e portuárias. Estas estruturas portuárias desarticuladas com a cidade criam a oportunidade para repensar os tecidos urbanos e relações com o rio. A partir desta referência histórica propõe-se uma reflexão sobre os motivos do progressivo afastamento entre a cidade e o rio. A abordagem ao projeto explora uma visão da cidade, articulando a teoria e a prática, a leitura e o projeto, a partir de um exercício de composição urbana e arquitetónica. A transformação deste território ribeirinho premeia a memória do seu lugar e os vestígios de identidade que ainda imergem sobre o território. O projeto foca a frente de água do Bairro das Fontainhas como objeto de estudo onde se explora a escala e a monumentalização da água. A proposta desenvolve diferentes relações da água com o espaço construído, influenciando o comportamento das pessoas para com o lugar. Aqui constrói-se uma nova existência formal e funcional com a identidade e memória do lugar, concedendo-lhe novas espacialidades capazes de perdurar no tempo. “… a arquitetura é o único meio de que dispomos para conservar vivo um laço com um passado ao qual devemos a nossa identidade e que é constitutivo do nosso ser.” (CHOAY, 2015, pág.. 147) |
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