Publicação
Forma e estrutura urbana sustentável: um ensaio para o concelho de Cascais
| Resumo: | Com o contínuo crescimento da população em áreas urbanas – a OCDE (2014) estimam que em 2050 a percentagem de população a viver em áreas urbanas ultrapasse os 70% –, estas rapidamente se tornam territórios incapazes de responder às necessidades e todos, por estarem sub-equipadas e sub-infraestruturadas. Como consequência, os problemas urbanos que decorrem de grande densidades de população com hábitos de consumo urbanos, o que verificamos é um agudizar de problemas e conflitos de caráter social (envelhecimento da população de que decorrem necessidades especiais, exclusão social, doenças mentais,…); económico (falta de emprego, pobreza, maior fosso entre ricos e pobres); ambientais (tráfego e poluição do ar e do ruído, emissões de CO2 e a escassez de recursos naturais, como o solo e a água). Se a estes, causa e consequência, associarmos os problemas das alterações climáticas é seguro afirmarmos, que os atuais modelos de planeamento e gestão urbana não são já capazes de dar uma resposta eficaz. É necessário desenvolver e implementar novos modelos e novas metodologias alternativas, mais holísticas, mais bottom-up, mais inteligentes e sobretudo mais ajustáveis à realidade das áreas urbanas e à sua complexidade. É imprescindível a criação de áreas urbanas mais sustentáveis, que ajudem a mitigar os atuais problemas urbanos. Porém, apesar de definidas estratégias de sustentabilidade urbana, a cidade é um sistema complexo e encontrar um modelo de desenvolvimento correto para uma cidade que se quer sustentável tem sido complicado. Contudo, existe consenso quanto à importância da presença de alguns requisitos que se consideram fundamentais, e.g. compreender a influência da forma urbana na sustentabilidade da cidade e compreender as consequências positivas e negativas inerentes ao modelo de crescimento urbano compacto e disperso e perceber qual dos modelos será o mais adequado para o desenvolvimento sustentável das áreas urbanas. Esta dissertação procura, através da realização dum ensaio para o concelho de Cascais, demonstrar a importância de se planearem áreas urbanas sustentáveis e inteligentes, um planeamento que não tenha em conta apenas alojar toda a população mas que se concentre na forma e estrutura urbana de cada área urbana e na sua sustentabilidade. De modo a entender as relações existentes entre a forma urbana e a sustentabilidade foi analisado o grau de correlação entre variáveis como, o consumo de energia, o consumo de água e emissões de CO₂, e dados estatísticos relativos à edificação e a alguns hábitos de consumo de energia e água da população urbana |
|---|---|
| Autores principais: | Nascimento, Catarina Elói Santos |
| Assunto: | Sustentabilidade Forma urbana Modelo de crescimento urbano Planeamento territorial |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Com o contínuo crescimento da população em áreas urbanas – a OCDE (2014) estimam que em 2050 a percentagem de população a viver em áreas urbanas ultrapasse os 70% –, estas rapidamente se tornam territórios incapazes de responder às necessidades e todos, por estarem sub-equipadas e sub-infraestruturadas. Como consequência, os problemas urbanos que decorrem de grande densidades de população com hábitos de consumo urbanos, o que verificamos é um agudizar de problemas e conflitos de caráter social (envelhecimento da população de que decorrem necessidades especiais, exclusão social, doenças mentais,…); económico (falta de emprego, pobreza, maior fosso entre ricos e pobres); ambientais (tráfego e poluição do ar e do ruído, emissões de CO2 e a escassez de recursos naturais, como o solo e a água). Se a estes, causa e consequência, associarmos os problemas das alterações climáticas é seguro afirmarmos, que os atuais modelos de planeamento e gestão urbana não são já capazes de dar uma resposta eficaz. É necessário desenvolver e implementar novos modelos e novas metodologias alternativas, mais holísticas, mais bottom-up, mais inteligentes e sobretudo mais ajustáveis à realidade das áreas urbanas e à sua complexidade. É imprescindível a criação de áreas urbanas mais sustentáveis, que ajudem a mitigar os atuais problemas urbanos. Porém, apesar de definidas estratégias de sustentabilidade urbana, a cidade é um sistema complexo e encontrar um modelo de desenvolvimento correto para uma cidade que se quer sustentável tem sido complicado. Contudo, existe consenso quanto à importância da presença de alguns requisitos que se consideram fundamentais, e.g. compreender a influência da forma urbana na sustentabilidade da cidade e compreender as consequências positivas e negativas inerentes ao modelo de crescimento urbano compacto e disperso e perceber qual dos modelos será o mais adequado para o desenvolvimento sustentável das áreas urbanas. Esta dissertação procura, através da realização dum ensaio para o concelho de Cascais, demonstrar a importância de se planearem áreas urbanas sustentáveis e inteligentes, um planeamento que não tenha em conta apenas alojar toda a população mas que se concentre na forma e estrutura urbana de cada área urbana e na sua sustentabilidade. De modo a entender as relações existentes entre a forma urbana e a sustentabilidade foi analisado o grau de correlação entre variáveis como, o consumo de energia, o consumo de água e emissões de CO₂, e dados estatísticos relativos à edificação e a alguns hábitos de consumo de energia e água da população urbana |
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