Publicação
Mortalidade peri-natal em vitelos
| Resumo: | Mortalidade Peri-natal (MP) em vitelos tem aumentado a nível internacional. A definição de MP varia consoante o estudo, mas geralmente pode ser definida como a morte do vitelo antes, durante ou até 48 horas após o parto, depois de decorrida uma gestação de pelo menos 260 dias. O objectivo deste estudo foi, numa primeira fase, determinar: a prevalência de MP em seis explorações leiteiras em Portugal, quais os factores de risco que lhe estão associados e quais as medidas que se devem implementar para minimizá-la. Nesse sentido, foram analisados 4537 registos de animais pertencentes às raças Holstein-Frísia, Montbeliarde e Vermelha Sueca nascidos durante o ano de 2008 e de 2009. A prevalência de MP no total das explorações foi de 20% e a incidência de mortalidade após as 48 horas de vida foi de 9,9%. Numa segunda fase, determinaram-se os factores por exploração que tiveram influência na sobrevivência/mortalidade das fêmeas até às 48 horas e até aos 9 meses de idade. Na primeira fase, a sobrevivência/mortalidade dos vitelos foi analisada com um modelo de regressão logística em dois momentos (mortalidade até às 24 horas após o parto e mortalidade entre as 24 e as 48 horas após o parto) e relacionados com os seguintes factores de risco: exploração, mês de nascimento, sexo, raça, paridade da mãe, nascimento em dia não útil/ dia útil e “tipo de parto” (simples, duplo ou triplo). Em 2008 e 2009, o risco de Mortalidade Peri-natal foi maior no mês de Dezembro, na exploração E4, em machos, em crias de primíparas e em recém-nascidos resultantes de partos duplos. Na segunda fase, a sobrevivência/mortalidade das fêmeas em cada exploração foi analisada com um teste de independência de qui-quadrado. Em 2008 e 2009 o “tipo de parto”, a paridade da progenitora e o mês de nascimento influenciaram significativamente a mortalidade das fêmeas até aos 9 meses em algumas explorações. Estes resultados podem ser minimizados, num futuro próximo, através de um melhoramento no maneio das explorações, na supervisão adequada dos partos, de cuidados imediatos ao nascimento e de uma atenção reforçada aquando de partos em épocas do ano mais rigorosas. Assim, a incidência de MP diminuirá e estará garantido o bem-estar das crias e ainda, poderá certificar-se que esses animais serão as futuras reprodutoras da exploração de leite. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Tânia Cristina Nunes |
| Assunto: | Mortalidade Peri-natal Vitelos Prevalência Factores de risco Explorações leiteiras Perinatal mortality Calves Prevalence Risk factors Dairy farms |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Mortalidade Peri-natal (MP) em vitelos tem aumentado a nível internacional. A definição de MP varia consoante o estudo, mas geralmente pode ser definida como a morte do vitelo antes, durante ou até 48 horas após o parto, depois de decorrida uma gestação de pelo menos 260 dias. O objectivo deste estudo foi, numa primeira fase, determinar: a prevalência de MP em seis explorações leiteiras em Portugal, quais os factores de risco que lhe estão associados e quais as medidas que se devem implementar para minimizá-la. Nesse sentido, foram analisados 4537 registos de animais pertencentes às raças Holstein-Frísia, Montbeliarde e Vermelha Sueca nascidos durante o ano de 2008 e de 2009. A prevalência de MP no total das explorações foi de 20% e a incidência de mortalidade após as 48 horas de vida foi de 9,9%. Numa segunda fase, determinaram-se os factores por exploração que tiveram influência na sobrevivência/mortalidade das fêmeas até às 48 horas e até aos 9 meses de idade. Na primeira fase, a sobrevivência/mortalidade dos vitelos foi analisada com um modelo de regressão logística em dois momentos (mortalidade até às 24 horas após o parto e mortalidade entre as 24 e as 48 horas após o parto) e relacionados com os seguintes factores de risco: exploração, mês de nascimento, sexo, raça, paridade da mãe, nascimento em dia não útil/ dia útil e “tipo de parto” (simples, duplo ou triplo). Em 2008 e 2009, o risco de Mortalidade Peri-natal foi maior no mês de Dezembro, na exploração E4, em machos, em crias de primíparas e em recém-nascidos resultantes de partos duplos. Na segunda fase, a sobrevivência/mortalidade das fêmeas em cada exploração foi analisada com um teste de independência de qui-quadrado. Em 2008 e 2009 o “tipo de parto”, a paridade da progenitora e o mês de nascimento influenciaram significativamente a mortalidade das fêmeas até aos 9 meses em algumas explorações. Estes resultados podem ser minimizados, num futuro próximo, através de um melhoramento no maneio das explorações, na supervisão adequada dos partos, de cuidados imediatos ao nascimento e de uma atenção reforçada aquando de partos em épocas do ano mais rigorosas. Assim, a incidência de MP diminuirá e estará garantido o bem-estar das crias e ainda, poderá certificar-se que esses animais serão as futuras reprodutoras da exploração de leite. |
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