Publicação
Gametogénese in vitro : ficção científica ou realidade?
| Resumo: | A infertilidade afeta cerca de 10 a 15% dos casais em idade fértil, dos quais uma parte não encontra na Procriação Medicamente Assistida (PMA) uma solução eficaz, o que põe em evidência a necessidade de serem encontradas novas abordagens terapêuticas. Neste contexto, surgiu a gametogénese in vitro (GIV), enquanto uma técnica inovadora que promete criar gâmetas totalmente fora do corpo humano, a partir de células estaminais pluripotentes. Para além de permitir obter gâmetas com a mesma informação genética do indivíduo infértil, várias outras vantagens tornam este conceito potencialmente aliciante. Este trabalho pretendeu rever a literatura acerca deste tema, de forma a compreender o estado da arte e a aplicabilidade clínica da GIV. Nos últimos anos, alguns progressos foram conseguidos, nomeadamente a recriação in vitro da oogénese e da espermatogénese em ratinhos, com posterior obtenção de descendência saudável e fértil. Em modelo humano também foi demonstrada a obtenção de células haploides, cuja fertilização não foi testada. Apesar destas conquistas, o perfil de segurança dos protocolos é uma preocupação e muitas limitações permanecem por ultrapassar. Deste modo, adivinha-se ainda um longo caminho a percorrer antes que a GIV possa chegar à clínica. |
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| Autores principais: | Carvalho, Ana Rita Amado Ramos de |
| Assunto: | Infertilidade Células estaminais pluripotentes induzidas Gametogénese in vitro Oogénese Espermatogénese Obstetrícia |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A infertilidade afeta cerca de 10 a 15% dos casais em idade fértil, dos quais uma parte não encontra na Procriação Medicamente Assistida (PMA) uma solução eficaz, o que põe em evidência a necessidade de serem encontradas novas abordagens terapêuticas. Neste contexto, surgiu a gametogénese in vitro (GIV), enquanto uma técnica inovadora que promete criar gâmetas totalmente fora do corpo humano, a partir de células estaminais pluripotentes. Para além de permitir obter gâmetas com a mesma informação genética do indivíduo infértil, várias outras vantagens tornam este conceito potencialmente aliciante. Este trabalho pretendeu rever a literatura acerca deste tema, de forma a compreender o estado da arte e a aplicabilidade clínica da GIV. Nos últimos anos, alguns progressos foram conseguidos, nomeadamente a recriação in vitro da oogénese e da espermatogénese em ratinhos, com posterior obtenção de descendência saudável e fértil. Em modelo humano também foi demonstrada a obtenção de células haploides, cuja fertilização não foi testada. Apesar destas conquistas, o perfil de segurança dos protocolos é uma preocupação e muitas limitações permanecem por ultrapassar. Deste modo, adivinha-se ainda um longo caminho a percorrer antes que a GIV possa chegar à clínica. |
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