Publicação
Tipagem molecular de estirpes de Brucella spp.
| Resumo: | A brucelose é uma das zoonoses bacterianas mais comuns a nível mundial, podendo infetar o Homem e animais, constituindo por isso um importante problema de saúde pública. Em Portugal, a brucelose é uma doença endémica e encontra-se entre as 3 zoonoses com maior incidência no país. É causada por bactérias Gram-negativas do género Brucella. As bactérias deste género são muito próximas geneticamente, apresentando uma homologia superior a 90%, o que dificulta a sua identificação e genotipagem. Sendo uma bactéria intracelular, a patogenicidade de Brucella baseia-se na sua capacidade de penetrar, sobreviver e de se multiplicar no interior das células do hospedeiro. Um dos elementos envolvidos na virulência de Brucella são as proteínas efetoras, secretadas para o interior das células do hospedeiro, através de um sistema de secreção (T4SS). O objetivo deste trabalho foi a caracterização e o estudo da variabilidade genética de 3 genes efetores (BAB1_0296, BAB1_1101 e BAB1_1533), e a genotipagem molecular de estirpes de Brucella, pertencentes à coleção do INSA, utilizando metodologias moleculares, tais como o PCR (Polymerase Chain Reaction), a sequenciação de DNA e MLVA (Multiple-Locus Variable number tandem repeats Analysis), bem como métodos bioinformáticos para análise de sequências e inferência filogenética. No estudo dos efetores verificou-se uma grande homologia entre as sequências, evidenciando a elevada conservação destes genes possivelmente associados à virulência. O ensaio MLVA16 revelou-se altamente discriminatório, com os loci do painel 2B a apresentar valores de Índice de Diversidade mais elevados (>0,7). Nos estudos de filogenia realizados é de salientar que as estirpes de B. abortus e B. melitensis se mostraram próximas entre si e as estirpes pertencentes a B. suis mais divergentes e próximas entre si. A caracterização molecular de Brucella e o desenvolvimento de métodos de tipagem, cada vez mais robustos, é de grande importância em diversas áreas, como diagnóstico, estudos de diversidade genética, em contexto evolutivo ou vigilância epidemiológica, caracterização de surtos e investigação de mecanismos de virulência. |
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| Autores principais: | Protásio, Sandra Filipa Coutinho, 1989- |
| Assunto: | Brucelose Virulência Técnicas de diagnósticoTeses de mestrado2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A brucelose é uma das zoonoses bacterianas mais comuns a nível mundial, podendo infetar o Homem e animais, constituindo por isso um importante problema de saúde pública. Em Portugal, a brucelose é uma doença endémica e encontra-se entre as 3 zoonoses com maior incidência no país. É causada por bactérias Gram-negativas do género Brucella. As bactérias deste género são muito próximas geneticamente, apresentando uma homologia superior a 90%, o que dificulta a sua identificação e genotipagem. Sendo uma bactéria intracelular, a patogenicidade de Brucella baseia-se na sua capacidade de penetrar, sobreviver e de se multiplicar no interior das células do hospedeiro. Um dos elementos envolvidos na virulência de Brucella são as proteínas efetoras, secretadas para o interior das células do hospedeiro, através de um sistema de secreção (T4SS). O objetivo deste trabalho foi a caracterização e o estudo da variabilidade genética de 3 genes efetores (BAB1_0296, BAB1_1101 e BAB1_1533), e a genotipagem molecular de estirpes de Brucella, pertencentes à coleção do INSA, utilizando metodologias moleculares, tais como o PCR (Polymerase Chain Reaction), a sequenciação de DNA e MLVA (Multiple-Locus Variable number tandem repeats Analysis), bem como métodos bioinformáticos para análise de sequências e inferência filogenética. No estudo dos efetores verificou-se uma grande homologia entre as sequências, evidenciando a elevada conservação destes genes possivelmente associados à virulência. O ensaio MLVA16 revelou-se altamente discriminatório, com os loci do painel 2B a apresentar valores de Índice de Diversidade mais elevados (>0,7). Nos estudos de filogenia realizados é de salientar que as estirpes de B. abortus e B. melitensis se mostraram próximas entre si e as estirpes pertencentes a B. suis mais divergentes e próximas entre si. A caracterização molecular de Brucella e o desenvolvimento de métodos de tipagem, cada vez mais robustos, é de grande importância em diversas áreas, como diagnóstico, estudos de diversidade genética, em contexto evolutivo ou vigilância epidemiológica, caracterização de surtos e investigação de mecanismos de virulência. |
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