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"Quando um cônjuge está deprimido"... : o papel da vinculação, do suporte conjugal e das estratégias de coping na adaptação conjugal à depressão

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A depressão é uma das doenças mais prevalentes da sociedade actual, tendo importantes custos individuais, familiares, sociais e económicos. À luz da teoria sistémica, a depressão é entendida como um acontecimento de vida potenciador de crise no sistema familiar, ao qual este tem se adaptar. Na perspectiva dos modelos de stress familiar, a adaptação à depressão de um dos membros da família, implica o esforço de todos os elementos do sistema com vista a alcançar um equilíbrio entre as exigências impostas pela situação de crise e os recursos que o sistema dispõe. A literatura tem vindo a demonstrar a importância do estilo de vinculação, do suporte conjugal e das estratégias de coping funcionais, como recursos a considerar no processo de recuperação da depressão. O presente estudo empírico tem como objectivo analisar o papel de alguns recursos - vinculação, suporte conjugal e estratégias de coping familiar - na adaptação do casal à depressão. Para o efeito, uma amostra de 57 casais com um dos membros diagnosticado com depressão, respondeu a um conjunto de questionários que pretendem avaliar a qualidade da vinculação ao cônjuge (Questionário da Vinculação Amorosa; Matos & Costa, 2001, versão revista), o suporte conjugal (Inventário da Qualidade das Relações - subescala de Suporte Social; Pierce e colaboradores, 1997), as estratégias de coping familiar (Escalas de Avaliação Pessoal Orientadas para a Crise Familiar, McCubbin, Larsen & Olson, 1981) e a satisfação conjugal (Escala de Avaliação da Satisfação em Areas da Vida Conjugal, Narciso & Costa, 1996). Os resultados indicam que o nível de confiança de cada um dos cônjuges e a utilização de estratégias de reenquadramento para lidar com a crise associada à depressão predizem a adaptação do casal à depressão. Um estilo de vinculação seguro, e a percepção de níveis elevados de suporte conjugal são igualmente recursos importantes no processo de adaptação à doença.
Autores principais:Garcia, Rute Susana Monteiro, 1977-
Assunto:Teses de mestrado - 2006 Depressão Adaptação Estratégias de coping Stress Vinculação
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A depressão é uma das doenças mais prevalentes da sociedade actual, tendo importantes custos individuais, familiares, sociais e económicos. À luz da teoria sistémica, a depressão é entendida como um acontecimento de vida potenciador de crise no sistema familiar, ao qual este tem se adaptar. Na perspectiva dos modelos de stress familiar, a adaptação à depressão de um dos membros da família, implica o esforço de todos os elementos do sistema com vista a alcançar um equilíbrio entre as exigências impostas pela situação de crise e os recursos que o sistema dispõe. A literatura tem vindo a demonstrar a importância do estilo de vinculação, do suporte conjugal e das estratégias de coping funcionais, como recursos a considerar no processo de recuperação da depressão. O presente estudo empírico tem como objectivo analisar o papel de alguns recursos - vinculação, suporte conjugal e estratégias de coping familiar - na adaptação do casal à depressão. Para o efeito, uma amostra de 57 casais com um dos membros diagnosticado com depressão, respondeu a um conjunto de questionários que pretendem avaliar a qualidade da vinculação ao cônjuge (Questionário da Vinculação Amorosa; Matos & Costa, 2001, versão revista), o suporte conjugal (Inventário da Qualidade das Relações - subescala de Suporte Social; Pierce e colaboradores, 1997), as estratégias de coping familiar (Escalas de Avaliação Pessoal Orientadas para a Crise Familiar, McCubbin, Larsen & Olson, 1981) e a satisfação conjugal (Escala de Avaliação da Satisfação em Areas da Vida Conjugal, Narciso & Costa, 1996). Os resultados indicam que o nível de confiança de cada um dos cônjuges e a utilização de estratégias de reenquadramento para lidar com a crise associada à depressão predizem a adaptação do casal à depressão. Um estilo de vinculação seguro, e a percepção de níveis elevados de suporte conjugal são igualmente recursos importantes no processo de adaptação à doença.