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Mental health inventory : estudo das características metrológicas com amostras portuguesas com e sem psicopatologia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A fim de contribuir para o processo de validação do Mental Health Inventory (MHI) em Portugal, especificamente ao nível da avaliação da utilidade no âmbito do rastreio de saúde mental, foram conduzidas análises de validade de constructo (convergente e discriminante) e de critério com duas amostras de adultos (18-74 anos) de ambos os sexos, diferenciadas quanto à situação clínica: uma sem queixa clínica (n = 31) e outra com história ou queixa clínica (n = 33). Para além do MHI, foram utilizados as Scales of Psychological Well-Being (SPWB) e o Minnesota Multiphasic Personality Inventory 2 (MMPI – 2), instrumentos que proporcionam medidas convergentes e divergentes relativamente aos dois constructos alvo no MHI, i.e., o Bem-estar Psicológico e o Distress Psicológico. Os resultados indicam que as medidas finais do MHI medem, de facto, os constructos que se propõem medir: estas estabeleceram correlações significativas e de sentido positivo com o SPWB e correlações significativas de sentido negativo com o MMPI – 2. Por outro lado, os índices de sensibilidade, de especificidade e de poder preditivo constituem evidências de validade de critério ao diferenciar as duas amostras relativamente aos diferentes níveis de saúde mental: 84% dos participantes na amostra com queixa clínica foram identificados com baixos níveis de saúde mental e níveis elevados de saúde mental foram 85% das vezes atribuídos à amostra sem queixa clínica. Também as medidas parcelares do MHI mostram ser capazes de diferenciar pessoas com diferentes níveis de bem-estar psicológico e de distress psicológico: participantes com resultados elevados no SPWB e resultados baixos no MMPI – 2 foram mais vezes identificados com elevados níveis de bem-estar e baixos níveis de distress psicológico no MHI, respetivamente. Conclui-se que o MHI poderá ser um instrumento útil no rastreio da saúde mental, em contextos de investigação e clínicos, e discute-se a necessidade de replicar este estudo com outras amostras de maior dimensão, equilibradas do ponto de vista sociodemográfico (e.g., sexo, idade e escolaridade) e com controlo da condição clínica e do tipo de patologia.
Autores principais:Santos, Ana Margarida Sequeira dos
Assunto:Saúde mental Bem-estar psicológico Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A fim de contribuir para o processo de validação do Mental Health Inventory (MHI) em Portugal, especificamente ao nível da avaliação da utilidade no âmbito do rastreio de saúde mental, foram conduzidas análises de validade de constructo (convergente e discriminante) e de critério com duas amostras de adultos (18-74 anos) de ambos os sexos, diferenciadas quanto à situação clínica: uma sem queixa clínica (n = 31) e outra com história ou queixa clínica (n = 33). Para além do MHI, foram utilizados as Scales of Psychological Well-Being (SPWB) e o Minnesota Multiphasic Personality Inventory 2 (MMPI – 2), instrumentos que proporcionam medidas convergentes e divergentes relativamente aos dois constructos alvo no MHI, i.e., o Bem-estar Psicológico e o Distress Psicológico. Os resultados indicam que as medidas finais do MHI medem, de facto, os constructos que se propõem medir: estas estabeleceram correlações significativas e de sentido positivo com o SPWB e correlações significativas de sentido negativo com o MMPI – 2. Por outro lado, os índices de sensibilidade, de especificidade e de poder preditivo constituem evidências de validade de critério ao diferenciar as duas amostras relativamente aos diferentes níveis de saúde mental: 84% dos participantes na amostra com queixa clínica foram identificados com baixos níveis de saúde mental e níveis elevados de saúde mental foram 85% das vezes atribuídos à amostra sem queixa clínica. Também as medidas parcelares do MHI mostram ser capazes de diferenciar pessoas com diferentes níveis de bem-estar psicológico e de distress psicológico: participantes com resultados elevados no SPWB e resultados baixos no MMPI – 2 foram mais vezes identificados com elevados níveis de bem-estar e baixos níveis de distress psicológico no MHI, respetivamente. Conclui-se que o MHI poderá ser um instrumento útil no rastreio da saúde mental, em contextos de investigação e clínicos, e discute-se a necessidade de replicar este estudo com outras amostras de maior dimensão, equilibradas do ponto de vista sociodemográfico (e.g., sexo, idade e escolaridade) e com controlo da condição clínica e do tipo de patologia.