Publicação

A relação entre a atividade física e a sintomatologia depressiva em idosos com limitações físicas

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Objetivo: O presente estudo transversal analisou a influência da prática de atividade física (AF) com intensidades moderada e vigorosa nos sintomas de depressão, em pessoas com limitações físicas utilizando dados de 2015. Metodologia: Participaram no estudo 63614 pessoas de 17 países europeus e de Israel. Os dados foram recolhidos na onda 6, do Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe (SHARE). Para as análises foram considerados os participantes que responderam à escala EURO-D de 12 itens de sintomas de depressão, limitações físicas e com relato de AF. A ANOVA foi utilizada para analisar as relações entre AF moderada (AFM) e vigorosa (AFV) e o escore de depressão, considerando as limitações. Para verificar a influência da intensidade de frequência da atividade física no escore da depressão e o número de limitações físicas, foram utilizados modelos de regressão linear. Todas as análises foram feitas com o SPSS 25. O nível de significância foi estabelecido em p<0,05. Resultados: Foi possível constatar que a intensidade da atividade física está negativamente relacionada com os escores de depressão em pessoas com limitações. Praticar AF moderada ou vigorosa influenciou na perceção de um menor escore de depressão. Para ambos os gêneros, atividade física moderada e vigorosa foram negativamente associadas com o escore de depressão. Para homens praticar atividade física moderada 1 dia/semana (β= -0.548, 95% CI: 0.655, -0.462, p<0,001) e mais de 1 dia/semana (β=-0.853, 95% CI: -0.919, -0.786, p<0.001) estava negativamente associadas com o escore de depressão. Para atividade física vigorosa, resultados similares foram observados (1 dia/semana – β= -0,47, 95% CI:-0.550, -0.393, p<0,001; Mais de 1 dia/semana – β= 0.546, 95% CI: -0.605, -0.488, p<0,001). Para mulheres, praticar atividade física moderada 1 dia/semana (β= -0.642, 95% CI:-0.729, -0.556, p<0,001) e mais de 1 dia/semana (β=-0.983, 95% CI: -1.050, -0.916, p<0,001) foi também associado com o escore de depressão mais baixo. Encontramos resultados similares também para atividade física vigorosa realizadas 1 dia/semana (β=-0.385, 95% CI:-0.459, -0.310, p<0,001) e mais de 1 dia/semana (β=-0.523, 95% CI:-0.582, -0.465, p<0.001). Nas interações entre os “número de limitações” e o escore de depressão, a AFM e AFV moderam a relação e diminuem o escores de depressão, o que significa que a AF tem o potencial de atenuar o escore da depressão em pessoas com limitações. Conclusão: O presente estudo reforçou a ideia de que aqueles menos ativos fisicamente têm maior probabilidade de apresentar um maior escore de depressão, acrescentando à premissa que praticar AF moderada ou vigorosa mais de uma vez por semana está inversamente associado à probabilidade de sintomas depressivos em pessoas com limitações. Além disso, foi possível também concluir que o número de limitações físicas pode aumentar o escore de depressão.
Autores principais:Souza, Jessica Telles Ferreira de
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Objetivo: O presente estudo transversal analisou a influência da prática de atividade física (AF) com intensidades moderada e vigorosa nos sintomas de depressão, em pessoas com limitações físicas utilizando dados de 2015. Metodologia: Participaram no estudo 63614 pessoas de 17 países europeus e de Israel. Os dados foram recolhidos na onda 6, do Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe (SHARE). Para as análises foram considerados os participantes que responderam à escala EURO-D de 12 itens de sintomas de depressão, limitações físicas e com relato de AF. A ANOVA foi utilizada para analisar as relações entre AF moderada (AFM) e vigorosa (AFV) e o escore de depressão, considerando as limitações. Para verificar a influência da intensidade de frequência da atividade física no escore da depressão e o número de limitações físicas, foram utilizados modelos de regressão linear. Todas as análises foram feitas com o SPSS 25. O nível de significância foi estabelecido em p<0,05. Resultados: Foi possível constatar que a intensidade da atividade física está negativamente relacionada com os escores de depressão em pessoas com limitações. Praticar AF moderada ou vigorosa influenciou na perceção de um menor escore de depressão. Para ambos os gêneros, atividade física moderada e vigorosa foram negativamente associadas com o escore de depressão. Para homens praticar atividade física moderada 1 dia/semana (β= -0.548, 95% CI: 0.655, -0.462, p<0,001) e mais de 1 dia/semana (β=-0.853, 95% CI: -0.919, -0.786, p<0.001) estava negativamente associadas com o escore de depressão. Para atividade física vigorosa, resultados similares foram observados (1 dia/semana – β= -0,47, 95% CI:-0.550, -0.393, p<0,001; Mais de 1 dia/semana – β= 0.546, 95% CI: -0.605, -0.488, p<0,001). Para mulheres, praticar atividade física moderada 1 dia/semana (β= -0.642, 95% CI:-0.729, -0.556, p<0,001) e mais de 1 dia/semana (β=-0.983, 95% CI: -1.050, -0.916, p<0,001) foi também associado com o escore de depressão mais baixo. Encontramos resultados similares também para atividade física vigorosa realizadas 1 dia/semana (β=-0.385, 95% CI:-0.459, -0.310, p<0,001) e mais de 1 dia/semana (β=-0.523, 95% CI:-0.582, -0.465, p<0.001). Nas interações entre os “número de limitações” e o escore de depressão, a AFM e AFV moderam a relação e diminuem o escores de depressão, o que significa que a AF tem o potencial de atenuar o escore da depressão em pessoas com limitações. Conclusão: O presente estudo reforçou a ideia de que aqueles menos ativos fisicamente têm maior probabilidade de apresentar um maior escore de depressão, acrescentando à premissa que praticar AF moderada ou vigorosa mais de uma vez por semana está inversamente associado à probabilidade de sintomas depressivos em pessoas com limitações. Além disso, foi possível também concluir que o número de limitações físicas pode aumentar o escore de depressão.