Publicação
Diferenciação genética e morfológica entre as formas pipiens e molestus do mosquito (Diptera: Culicidae) Culex pipiens L. da região da Comporta, Setúbal, Portugal
| Resumo: | O complexo de espécies Culex pipiens compreende alguns dos mais importantes mosquitos vectores com distribuição global. Os membros deste complexo são vectores de doenças humanas, como a filaríase linfática, a febre do Nilo e a encefalite de St. Louis. Culex pipiens Linnaeus, 1758 é a espécie do complexo Culex pipiens mais ubíqua em regiões temperadas. Nesta espécie estão descritas duas formas biológicas distintas que apresentam características fisiológicas e comportamentais particulares, a forma molestus e a forma pipiens. A maioria dos estudos em Culex pipiens L. que abordaram níveis de diferenciação genética entre estas formas tem incidido principalmente em populações do Norte da Europa, onde a forma pipiens predomina em habitats de superfície e a forma molestus ocorre quase exclusivamente em habitats subterrâneos. Esta separação física tem sido considerada um factor determinante para o isolamento genético entre as duas formas, consideradas por alguns autores como espécies incipientes. Contudo, no Sul da Europa, populações simpátricas de pipiens e molestus ocorrem em habitats de superfície, proporcionando assim a oportunidade de surgirem híbridos. Estes híbridos poderão servir como vectores-ponte na transmissão de vírus entre as aves (reservatório natural) e o homem. Neste trabalho determinou-se a variação morfológica entre as duas formas biológicas (pipiens e molestus) e estimou-se o nível de diferenciação genética entre as mesmas (com base na análise de ADN microssatélite), utilizando-se amostras provenientes da região da Comporta, Setúbal, Portugal. Tanto a análise morfológica (com especial ênfase para os caracteres comprimento das antenas e índice sinfonal das larvas e o caracter razão D/V da genitália dos machos adultos) e a análise genética concordam na demonstração da existência de duas subpopulações distintas de mosquitos na região em estudo, correspondentes às formas pipiens e molestus. Verificou-se ainda a presença de um número considerável de híbridos, sendo estes mais próximos da forma molestus. Os resultados são discutidos com base em aspectos evolutivos e epidemiológicos associados a esta espécie |
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| Autores principais: | Martins, Ana Rute Côrte-Real |
| Assunto: | Entomologia Mosquitos Teses de mestrado |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O complexo de espécies Culex pipiens compreende alguns dos mais importantes mosquitos vectores com distribuição global. Os membros deste complexo são vectores de doenças humanas, como a filaríase linfática, a febre do Nilo e a encefalite de St. Louis. Culex pipiens Linnaeus, 1758 é a espécie do complexo Culex pipiens mais ubíqua em regiões temperadas. Nesta espécie estão descritas duas formas biológicas distintas que apresentam características fisiológicas e comportamentais particulares, a forma molestus e a forma pipiens. A maioria dos estudos em Culex pipiens L. que abordaram níveis de diferenciação genética entre estas formas tem incidido principalmente em populações do Norte da Europa, onde a forma pipiens predomina em habitats de superfície e a forma molestus ocorre quase exclusivamente em habitats subterrâneos. Esta separação física tem sido considerada um factor determinante para o isolamento genético entre as duas formas, consideradas por alguns autores como espécies incipientes. Contudo, no Sul da Europa, populações simpátricas de pipiens e molestus ocorrem em habitats de superfície, proporcionando assim a oportunidade de surgirem híbridos. Estes híbridos poderão servir como vectores-ponte na transmissão de vírus entre as aves (reservatório natural) e o homem. Neste trabalho determinou-se a variação morfológica entre as duas formas biológicas (pipiens e molestus) e estimou-se o nível de diferenciação genética entre as mesmas (com base na análise de ADN microssatélite), utilizando-se amostras provenientes da região da Comporta, Setúbal, Portugal. Tanto a análise morfológica (com especial ênfase para os caracteres comprimento das antenas e índice sinfonal das larvas e o caracter razão D/V da genitália dos machos adultos) e a análise genética concordam na demonstração da existência de duas subpopulações distintas de mosquitos na região em estudo, correspondentes às formas pipiens e molestus. Verificou-se ainda a presença de um número considerável de híbridos, sendo estes mais próximos da forma molestus. Os resultados são discutidos com base em aspectos evolutivos e epidemiológicos associados a esta espécie |
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