Publicação
O Controlo biológico do treino na performance de alto rendimento no futebol
| Resumo: | Este relatório aborda o tema do controlo biológico do treino em alto rendimento, no futebol profissional do Estoril Praia, onde se utilizou a escala de Perceção Subjetiva de Esforço (PSE) como instrumento de monitorização. Pretendemos ao longo deste relatório demonstrar a nossa maneira de olharmos para o jogo e treino de Futebol, aplicando conhecimentos adquiridos ao longo da experiencia e do estudo nesta modalidade. Procuraremos evidenciar a metodologia de trabalho desenvolvida ao longo da época e que fez parte do sucesso desta Equipa, bem como as estratégias que ajudaram no controlo biológico do treino e jogo. Os dados recolhidos ao longo da época permitiram-nos definir um microciclo padrão, onde as curvas de carga foram bastante semelhantes entre os jogadores que jogam mais tempo e aqueles que jogam menos de 45 minutos de jogo, com exceção do dia de jogo. Mesmo tendo conhecimento que o índice de monotonia, que é uma medida da variabilidade diária do treino que está relacionada com o aparecimento de sintomas de sobresolicitação, está pouco documentado na literatura, decidimos apresentar alguns dados que nos ajudaram a constatar que o controlo do treino ao longo da época foi eficiente, uma vez que não houve perigo de sobresolicitação dos jogadores, ajudando a reforçar a qualidade dos procedimentos adotados pela equipa técnica. Contagiados pelo trabalho de Kelly e Coutts (2007), para quem o nível do adversário, o número de dias entre jogos e a localização do jogo, devem influenciar a prescrição das cargas entre jogos, verificámos que essa preocupação não foi tida em conta por nós, na prescrição das mesmas, além de que o resultado nas competições em que participamos teve pouca dependência das cargas de treino e do resultado predito. Todos estes resultados levam-nos a questionar sobre a verdadeira importância do controlo da carga de treino para o rendimento desportivo de equipas de futebol profissional. |
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| Autores principais: | Silvério, André Alexandre Fonseca |
| Assunto: | Carga de treino Componentes de treino Controlo do treino Futebol |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este relatório aborda o tema do controlo biológico do treino em alto rendimento, no futebol profissional do Estoril Praia, onde se utilizou a escala de Perceção Subjetiva de Esforço (PSE) como instrumento de monitorização. Pretendemos ao longo deste relatório demonstrar a nossa maneira de olharmos para o jogo e treino de Futebol, aplicando conhecimentos adquiridos ao longo da experiencia e do estudo nesta modalidade. Procuraremos evidenciar a metodologia de trabalho desenvolvida ao longo da época e que fez parte do sucesso desta Equipa, bem como as estratégias que ajudaram no controlo biológico do treino e jogo. Os dados recolhidos ao longo da época permitiram-nos definir um microciclo padrão, onde as curvas de carga foram bastante semelhantes entre os jogadores que jogam mais tempo e aqueles que jogam menos de 45 minutos de jogo, com exceção do dia de jogo. Mesmo tendo conhecimento que o índice de monotonia, que é uma medida da variabilidade diária do treino que está relacionada com o aparecimento de sintomas de sobresolicitação, está pouco documentado na literatura, decidimos apresentar alguns dados que nos ajudaram a constatar que o controlo do treino ao longo da época foi eficiente, uma vez que não houve perigo de sobresolicitação dos jogadores, ajudando a reforçar a qualidade dos procedimentos adotados pela equipa técnica. Contagiados pelo trabalho de Kelly e Coutts (2007), para quem o nível do adversário, o número de dias entre jogos e a localização do jogo, devem influenciar a prescrição das cargas entre jogos, verificámos que essa preocupação não foi tida em conta por nós, na prescrição das mesmas, além de que o resultado nas competições em que participamos teve pouca dependência das cargas de treino e do resultado predito. Todos estes resultados levam-nos a questionar sobre a verdadeira importância do controlo da carga de treino para o rendimento desportivo de equipas de futebol profissional. |
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