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O legado do ensino remoto emergencial de biologia no sistema Colégio Militar do Brasil

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No primeiro trimestre de 2020, quase 90% dos estudantes do planeta tiveram suas aulas presenciais interrompidas devido à pandemia de Covid-19. O que se seguiu foi uma grande diversidade de tentativas de adaptar o currículo para o chamado ensino remoto emergencial. É nesse contexto que se insere este trabalho, que buscou investigar como é que a experiência do ensino remoto emergencial afetou o ensino de Biologia no Sistema Colégio Militar do Brasil. Para isso, optamos por uma metodologia qualitativa, em um estudo de caso intrínseco, e realizamos entrevistas semiestruturadas a professores de Biologia dos Colégios Militares. A técnica usada para analisar os dados obtidos a partir das entrevistas foi a análise de conteúdo do tipo categorial temática. Verificamos que, para a migração do currículo de Biologia para o ensino remoto, as decisões sobre o conteúdo e as estratégias de aprendizagem ficaram, principalmente, a cargo dos professores. Estes, no entanto, tiveram pouco tempo para planejar e, em sua maioria, não apresentavam formação adequada no uso das TIC para o ensino. Além disso, as concepções pedagógicas dos docentes ainda são muito atreladas à visão do professor como o centro do processo, o que fez com que as estratégias escolhidas para o ensino remoto também acompanhassem essa visão, com o predomínio da aula expositiva. Somamos a isso as dificuldades de adaptação dos alunos ao novo contexto, afetando sua motivação e sua participação nas atividades letivas remotas. No entanto, com o retorno ao ensino presencial, compreendemos que os docentes tenham condições, a partir do que viveram, de incorporar mais as TIC ao ensino de Biologia e diversificar suas estratégias de aprendizagem, dando maior protagonismo aos alunos. Para isso, porém, é fundamental ajustar os currículos, repensar os programas de formação continuada dos agentes de ensino e ter a consciência de que o “novo normal” também veio para ficar na educação.
Autores principais:Lopes, Daniel dos Reis
Assunto:Ensino à distância - Brasil Tecnologias da informação e da comunicação Colégios militares Biologia - Estudo e ensino Dissertações de mestrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No primeiro trimestre de 2020, quase 90% dos estudantes do planeta tiveram suas aulas presenciais interrompidas devido à pandemia de Covid-19. O que se seguiu foi uma grande diversidade de tentativas de adaptar o currículo para o chamado ensino remoto emergencial. É nesse contexto que se insere este trabalho, que buscou investigar como é que a experiência do ensino remoto emergencial afetou o ensino de Biologia no Sistema Colégio Militar do Brasil. Para isso, optamos por uma metodologia qualitativa, em um estudo de caso intrínseco, e realizamos entrevistas semiestruturadas a professores de Biologia dos Colégios Militares. A técnica usada para analisar os dados obtidos a partir das entrevistas foi a análise de conteúdo do tipo categorial temática. Verificamos que, para a migração do currículo de Biologia para o ensino remoto, as decisões sobre o conteúdo e as estratégias de aprendizagem ficaram, principalmente, a cargo dos professores. Estes, no entanto, tiveram pouco tempo para planejar e, em sua maioria, não apresentavam formação adequada no uso das TIC para o ensino. Além disso, as concepções pedagógicas dos docentes ainda são muito atreladas à visão do professor como o centro do processo, o que fez com que as estratégias escolhidas para o ensino remoto também acompanhassem essa visão, com o predomínio da aula expositiva. Somamos a isso as dificuldades de adaptação dos alunos ao novo contexto, afetando sua motivação e sua participação nas atividades letivas remotas. No entanto, com o retorno ao ensino presencial, compreendemos que os docentes tenham condições, a partir do que viveram, de incorporar mais as TIC ao ensino de Biologia e diversificar suas estratégias de aprendizagem, dando maior protagonismo aos alunos. Para isso, porém, é fundamental ajustar os currículos, repensar os programas de formação continuada dos agentes de ensino e ter a consciência de que o “novo normal” também veio para ficar na educação.