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Amelogénese imperfeita: revisão bibliográfica e caso clínico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A amelogénese imperfeita (AI) representa uma anomalia hereditária que causa defeitos no desenvolvimento do esmalte e existe independentemente de outras doenças sistémicas. Pode ser transmitida sob a forma autossómica dominante, autossómica recessiva, recessiva ligada ao cromossoma X ou dominante ligada ao cromossoma X. O esmalte pode ser do tipo hipoplásico, hipomaturado ou hipocalcificado, resultando de várias mutações ao nível dos genes que regulam a amelogénese. Estudos efectuados verificaram que o esmalte se apresenta alterado, tanto em qualidade como em quantidade, podendo influenciar o seu tratamento. Os três tipos de padrão de condicionamento ácido encontrados no esmalte normal podem ser produzidos na maioria das variantes clínicas de AI, embora cada variante tenha tendência em mostrar uma predominância por determinado padrão. Observou-se, igualmente, a existência de um baixo conteúdo mineral e quantidades elevadas de proteínas nos três tipos de AI. Os doentes com AI têm complicações tais como: sensibilidade dentária, má estética dentária e diminuição da dimensão vertical de oclusão. O plano de tratamento está relacionado com vários factores como a idade, o nível socioeconómico, o tipo e a severidade da anomalia, bem como, com a situação intra-oral no momento do tratamento. O tratamento destes defeitos é importante não apenas para restabelecer a estética e função, mas também porque constitui um impacto psicológico positivo para o doente. Existem várias opções para o tratamento destes doentes que passam por procedimentos preventivos, colocação de selantes, coroas de policarbonato, coroas metálicas, coroas metalo-cerâmicas, coroas cerâmicas, inlays/onlays e restaurações em resina composta. Devido aos avanços da Dentisteria Estética, especialmente na adesão à dentina, hoje é possível restaurar a função e estética a um nível aceitável e por um longo período de tempo. A reabilitação de doentes jovens deve ser feita em função do potencial de crescimento dos maxilares e da saúde periodontal.
Autores principais:Marques, Inês Pinto Correia de Carvalho
Assunto:Patologia oral Teses de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A amelogénese imperfeita (AI) representa uma anomalia hereditária que causa defeitos no desenvolvimento do esmalte e existe independentemente de outras doenças sistémicas. Pode ser transmitida sob a forma autossómica dominante, autossómica recessiva, recessiva ligada ao cromossoma X ou dominante ligada ao cromossoma X. O esmalte pode ser do tipo hipoplásico, hipomaturado ou hipocalcificado, resultando de várias mutações ao nível dos genes que regulam a amelogénese. Estudos efectuados verificaram que o esmalte se apresenta alterado, tanto em qualidade como em quantidade, podendo influenciar o seu tratamento. Os três tipos de padrão de condicionamento ácido encontrados no esmalte normal podem ser produzidos na maioria das variantes clínicas de AI, embora cada variante tenha tendência em mostrar uma predominância por determinado padrão. Observou-se, igualmente, a existência de um baixo conteúdo mineral e quantidades elevadas de proteínas nos três tipos de AI. Os doentes com AI têm complicações tais como: sensibilidade dentária, má estética dentária e diminuição da dimensão vertical de oclusão. O plano de tratamento está relacionado com vários factores como a idade, o nível socioeconómico, o tipo e a severidade da anomalia, bem como, com a situação intra-oral no momento do tratamento. O tratamento destes defeitos é importante não apenas para restabelecer a estética e função, mas também porque constitui um impacto psicológico positivo para o doente. Existem várias opções para o tratamento destes doentes que passam por procedimentos preventivos, colocação de selantes, coroas de policarbonato, coroas metálicas, coroas metalo-cerâmicas, coroas cerâmicas, inlays/onlays e restaurações em resina composta. Devido aos avanços da Dentisteria Estética, especialmente na adesão à dentina, hoje é possível restaurar a função e estética a um nível aceitável e por um longo período de tempo. A reabilitação de doentes jovens deve ser feita em função do potencial de crescimento dos maxilares e da saúde periodontal.