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Filhos de pais com perturbação do uso do álcool e a sua abordagem nos cuidados de saúde primários : estudo de caso

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Pessoas com pais com Perturbação de Uso de Álcool (PUA) têm maior vulnerabilidade de desenvolver comportamentos de risco, pela aprendizagem de determinados padrões relacionais e comportamentais, tais como os consumos. A vivência desta problemática impacta de forma significativa nos descendentes, devido à imprevisibilidade no comportamento parental, à negligência, ao ambiente familiar conflituoso, às dificuldades de comunicação, entre outros. Estes descendentes poderão tornar-se pessoas mais tímidas, com menor autoestima e mais inseguranças. A PUA é um tema muito investigado nas várias áreas que abrange, mas habitualmente estes estudos são direcionados para o indivíduo como singular. Apesar da vasta literatura nesta área, o foco frequentemente não é colocado nos descendentes, mas sim nos progenitores com PUA. Objetivos: Analisar o desenvolvimento a nível pessoal, familiar, social de uma adolescente, seguida num Centro de Saúde do concelho de Lisboa, filha de uma pessoa com PUA, de modo a delinear estratégias de acompanhamento para estes jovens em Medicina Geral e Familiar. Metodologia: Apresentação de caso clínico, recorrendo a entrevista, com anamnese detalhada, e contacto com a médica de família. Este foi complementado com a realização de revisão de literatura sobre o impacto da PUA nos descendentes, bem como sobre as boas práticas na abordagem destes casos nos Cuidados de Saúde Primários. Resultados esperados: Os descendentes de pessoas com PUA necessitarão de um acompanhamento mais especializado, nos Cuidados de Saúde Primários, tendo em conta os seus antecedentes e as alterações/patologias que estas crianças/jovens estão expostas, que representam fatores de risco significativos. Conclusão: O médico de família está numa posição privilegiada para analisar o utente e a família como um todo, identificando os seus problemas. Deste modo deve garantir a ligação do utente com os outros profissionais de saúde e acompanhar o processo de forma contínua e integrada.
Autores principais:Vieira, Matilde Pontes Gramacho
Assunto:Perturbação do uso do álcool Filhos de pais com perturbação do uso do álcool Cuidados de saúde primários
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: Pessoas com pais com Perturbação de Uso de Álcool (PUA) têm maior vulnerabilidade de desenvolver comportamentos de risco, pela aprendizagem de determinados padrões relacionais e comportamentais, tais como os consumos. A vivência desta problemática impacta de forma significativa nos descendentes, devido à imprevisibilidade no comportamento parental, à negligência, ao ambiente familiar conflituoso, às dificuldades de comunicação, entre outros. Estes descendentes poderão tornar-se pessoas mais tímidas, com menor autoestima e mais inseguranças. A PUA é um tema muito investigado nas várias áreas que abrange, mas habitualmente estes estudos são direcionados para o indivíduo como singular. Apesar da vasta literatura nesta área, o foco frequentemente não é colocado nos descendentes, mas sim nos progenitores com PUA. Objetivos: Analisar o desenvolvimento a nível pessoal, familiar, social de uma adolescente, seguida num Centro de Saúde do concelho de Lisboa, filha de uma pessoa com PUA, de modo a delinear estratégias de acompanhamento para estes jovens em Medicina Geral e Familiar. Metodologia: Apresentação de caso clínico, recorrendo a entrevista, com anamnese detalhada, e contacto com a médica de família. Este foi complementado com a realização de revisão de literatura sobre o impacto da PUA nos descendentes, bem como sobre as boas práticas na abordagem destes casos nos Cuidados de Saúde Primários. Resultados esperados: Os descendentes de pessoas com PUA necessitarão de um acompanhamento mais especializado, nos Cuidados de Saúde Primários, tendo em conta os seus antecedentes e as alterações/patologias que estas crianças/jovens estão expostas, que representam fatores de risco significativos. Conclusão: O médico de família está numa posição privilegiada para analisar o utente e a família como um todo, identificando os seus problemas. Deste modo deve garantir a ligação do utente com os outros profissionais de saúde e acompanhar o processo de forma contínua e integrada.