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Fraturas do anel pélvico em idade pediátrica : abordagem terapêutica e prognóstico : revisão de literatura a propósito de um caso clínico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As fraturas pélvicas em idade pediátrica são raras e associam-se, maioritariamente, a atropelamentos e acidentes de viação. Relativamente à combinação de fraturas do anel pélvico com fraturas acetabulares, a situação é ainda mais rara. Pela raridade da situação e pelo facto de que quando ocorrem em idades precoces poderem vir a afetar o correto desenvolvimento do individuo, a abordagem atempada e correta, influencia as consequências a longo prazo dos doentes. Com este trabalho pretendo fazer a discussão de um caso clínico individual revendo e estruturando a literatura em relação à identificação e descrição das abordagens terapêuticas à fratura do anel pélvico dando destaque à associação com fraturas acetabulares e fratura-luxação da anca. Adicionalmente pretendo discutir o prognóstico e complicações das fraturas referidas. Quanto à metodologia utilizada teve por base numa pesquisa bibliográfica com dados recolhidos no Pubmed e Google Scholar, tendo sido selecionados artigos entre 2000-2021, em idade pediátrica, escritos em língua portuguesa e inglesa. Adicionalmente, para inclusão de dados do caso clínico foram utilizados os registos pessoais do médico assistente responsável pela orientação do trabalho. Apesar da falta de evidência e de consensos, existiu uma evolução no último século, preferindo-se atualmente um tratamento menos conservador. A abordagem à criança deve ser iniciada assegurando a estabilização hemodinâmica, seguindo-se a caracterização e classificação correta da fratura através de meios de imagem para tomada de decisão terapêutica consoante o grau de imaturidade da pélvis e estabilidade fraturária. Acabando o tratamento cirúrgico por ser preconizado sempre para fraturas com grande disrupção, instáveis e abertas pela maior severidade de lesões e maiores implicações a longo prazo. Em termos de prognóstico, destaca-se que um tratamento atempado e correto permite uma recuperação da funcionalidade e diminuição das complicações a longo prazo.
Autores principais:Miguel, Beatriz Bandarra
Assunto:Fraturas pélvicas Acetábulo Criança Fratura-luxação da anca Pediatria
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As fraturas pélvicas em idade pediátrica são raras e associam-se, maioritariamente, a atropelamentos e acidentes de viação. Relativamente à combinação de fraturas do anel pélvico com fraturas acetabulares, a situação é ainda mais rara. Pela raridade da situação e pelo facto de que quando ocorrem em idades precoces poderem vir a afetar o correto desenvolvimento do individuo, a abordagem atempada e correta, influencia as consequências a longo prazo dos doentes. Com este trabalho pretendo fazer a discussão de um caso clínico individual revendo e estruturando a literatura em relação à identificação e descrição das abordagens terapêuticas à fratura do anel pélvico dando destaque à associação com fraturas acetabulares e fratura-luxação da anca. Adicionalmente pretendo discutir o prognóstico e complicações das fraturas referidas. Quanto à metodologia utilizada teve por base numa pesquisa bibliográfica com dados recolhidos no Pubmed e Google Scholar, tendo sido selecionados artigos entre 2000-2021, em idade pediátrica, escritos em língua portuguesa e inglesa. Adicionalmente, para inclusão de dados do caso clínico foram utilizados os registos pessoais do médico assistente responsável pela orientação do trabalho. Apesar da falta de evidência e de consensos, existiu uma evolução no último século, preferindo-se atualmente um tratamento menos conservador. A abordagem à criança deve ser iniciada assegurando a estabilização hemodinâmica, seguindo-se a caracterização e classificação correta da fratura através de meios de imagem para tomada de decisão terapêutica consoante o grau de imaturidade da pélvis e estabilidade fraturária. Acabando o tratamento cirúrgico por ser preconizado sempre para fraturas com grande disrupção, instáveis e abertas pela maior severidade de lesões e maiores implicações a longo prazo. Em termos de prognóstico, destaca-se que um tratamento atempado e correto permite uma recuperação da funcionalidade e diminuição das complicações a longo prazo.