Publicação
A evidência da memória
| Resumo: | Durante vários séculos Lisboa enfrentou um problema de abastecimento de água. A construção de diversos aquedutos foi parte da resposta na resolução desta necessidade fulcral para a sobrevivência e expansão deste sítio. Actualmente, a cidade enfrenta principalmente um problema de drenagem deste recurso. O sistema de vales foi construído sem ter em conta a continuidade das suas linhas de água (durante e após o processo de industrialização). No entanto, construir também pode significar organizar e unificar este tipo de territórios de forma a recuperar uma continuidade e retomar a vontade ancestral de aproximação à margem do Rio Tejo. O projecto procura a coexistência entre uma permanência industrial (particularmente infraestruturas ferroviárias/portuárias) e um sistema de armazenamento, abastecimento e drenagem de água inspirado na memória hídrica de Lisboa e do Vale de Chelas. Existe o propósito de aliar este sentido infraestrutural a um sentido de fruição, tendo como uma das principais referências a monumentalidade do Aqueduto das Águas Livres. A intervenção proposta assume um carácter geológico ao ambicionar uma apropriação vigorosa do subsolo enquanto espaço passível para a criação de lugares transcendentes. A compreensão de um muro como uma valência e não como um obstáculo complementa o acto projectual na inter--relação entre a tradição da pré-existência e a revelação de um novo tempo no Vale. |
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| Autores principais: | Abreu, Fernando Gil Pestana Serrão de Almeida |
| Assunto: | Vale de Chelas Memória Água Muro Aqueduto Chelas Valley Memory Water Wall Aqueduct |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Durante vários séculos Lisboa enfrentou um problema de abastecimento de água. A construção de diversos aquedutos foi parte da resposta na resolução desta necessidade fulcral para a sobrevivência e expansão deste sítio. Actualmente, a cidade enfrenta principalmente um problema de drenagem deste recurso. O sistema de vales foi construído sem ter em conta a continuidade das suas linhas de água (durante e após o processo de industrialização). No entanto, construir também pode significar organizar e unificar este tipo de territórios de forma a recuperar uma continuidade e retomar a vontade ancestral de aproximação à margem do Rio Tejo. O projecto procura a coexistência entre uma permanência industrial (particularmente infraestruturas ferroviárias/portuárias) e um sistema de armazenamento, abastecimento e drenagem de água inspirado na memória hídrica de Lisboa e do Vale de Chelas. Existe o propósito de aliar este sentido infraestrutural a um sentido de fruição, tendo como uma das principais referências a monumentalidade do Aqueduto das Águas Livres. A intervenção proposta assume um carácter geológico ao ambicionar uma apropriação vigorosa do subsolo enquanto espaço passível para a criação de lugares transcendentes. A compreensão de um muro como uma valência e não como um obstáculo complementa o acto projectual na inter--relação entre a tradição da pré-existência e a revelação de um novo tempo no Vale. |
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