Publicação
Avaliação quantitativa do desperdício alimentar na Santa Casa da Misericórdia da Golegã
| Resumo: | RESUMO - O desperdício de alimentos ocorre ao longo de toda a cadeia de abastecimento alimentar e é um dos maiores problemas que a sociedade atual enfrenta. A busca em torno de um planeta mais sustentável fica comprometida enquanto os níveis de perdas e desperdícios alimentares apresentarem as dimensões registadas. Os serviços de alimentação de idosos em IPSS’s têm o desafiante compromisso de fornecer refeições adequadas para a manutenção do estado nutricional e de saúde. A determinação do desperdício associado a estes serviços de alimentação pode funcionar como um excelente indicador da qualidade dos serviços prestados. Desta forma podem ser implementadas estratégias que promovam a eficiência da instituição e o bem-estar dos idosos. Este estudo incidiu sobre o serviço de alimentação e nutrição da Santa Casa da Misericórdia da Golegã e teve como objetivo a quantificação do desperdício alimentar, sob a forma de sobras e restos. A recolha de dados ocorreu entre setembro e novembro de 2020, tendo sido realizada, ao almoço e ao jantar. Durante este período foram servidas 1574 refeições constituídas por sopa, prato principal (porção de hidratos de carbono, de proteína e de leguminosas), sobremesa (fruta da época ou doce), uma fatia de pão de mistura de cereais (60g) e água como bebida de eleição. Do total de refeições analisadas verificou-se um consumo alimentar de cerca de 80%, assim o valor de sobras corresponde a aproximadamente 13% da produção total e, o valor de restos é equivalente a 7% dos alimentos que são distribuídos na instituição. As sobras alimentares estão acima daquilo que é recomendado pela literatura mas, os restos encontram-se dentro daquilo que se considera como aceitável. Em média, e por cada utente, são produzidos 580 g de alimentos, dos quais cerca de 500 g são distribuídos e, destes apenas 470 g são consumidos, obtendo-se 76 g de sobras e 37 g de restos. Para que estes valores consigam ser minimizados é fundamental a implementação de estratégias que combatam este problema promovendo uma maior eficiência do serviço de alimentação e um consumo alimentar o mais adequado possível. |
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| Autores principais: | Alcaçarenho, Ana Cristina Rosa |
| Assunto: | Desperdício alimentar sobras restos serviço de alimentação idosos Food waste leftovers plate waste food services elderly |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | RESUMO - O desperdício de alimentos ocorre ao longo de toda a cadeia de abastecimento alimentar e é um dos maiores problemas que a sociedade atual enfrenta. A busca em torno de um planeta mais sustentável fica comprometida enquanto os níveis de perdas e desperdícios alimentares apresentarem as dimensões registadas. Os serviços de alimentação de idosos em IPSS’s têm o desafiante compromisso de fornecer refeições adequadas para a manutenção do estado nutricional e de saúde. A determinação do desperdício associado a estes serviços de alimentação pode funcionar como um excelente indicador da qualidade dos serviços prestados. Desta forma podem ser implementadas estratégias que promovam a eficiência da instituição e o bem-estar dos idosos. Este estudo incidiu sobre o serviço de alimentação e nutrição da Santa Casa da Misericórdia da Golegã e teve como objetivo a quantificação do desperdício alimentar, sob a forma de sobras e restos. A recolha de dados ocorreu entre setembro e novembro de 2020, tendo sido realizada, ao almoço e ao jantar. Durante este período foram servidas 1574 refeições constituídas por sopa, prato principal (porção de hidratos de carbono, de proteína e de leguminosas), sobremesa (fruta da época ou doce), uma fatia de pão de mistura de cereais (60g) e água como bebida de eleição. Do total de refeições analisadas verificou-se um consumo alimentar de cerca de 80%, assim o valor de sobras corresponde a aproximadamente 13% da produção total e, o valor de restos é equivalente a 7% dos alimentos que são distribuídos na instituição. As sobras alimentares estão acima daquilo que é recomendado pela literatura mas, os restos encontram-se dentro daquilo que se considera como aceitável. Em média, e por cada utente, são produzidos 580 g de alimentos, dos quais cerca de 500 g são distribuídos e, destes apenas 470 g são consumidos, obtendo-se 76 g de sobras e 37 g de restos. Para que estes valores consigam ser minimizados é fundamental a implementação de estratégias que combatam este problema promovendo uma maior eficiência do serviço de alimentação e um consumo alimentar o mais adequado possível. |
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