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Crianças com doença crónica em ensaios clínicos pediátricos : um caso de estudo em bronquiolite aguda

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Detalhes bibliográficos
Resumo:INTRODUÇÃO: Na Bronquiolite Aguda, a investigação científica é escassa o que leva à instituição de terapêutica em regime “off-label”. Crianças ex prematuras ou com doença crónica estão classificadas como grupo de risco, sendo este quem mais pode beneficiar com os estudos clínicos. O objetivo deste trabalho é averiguar como estão a ser incluídas as crianças com patologia crónica nos estudos científicos. MÉTODOS: Utilizando o termo “bronchiolitis” na base de dados da Cochrane obteve-se um número de revisões sistemáticas que foram submetidas aos seguintes critérios de inclusão: Incluir um RCT (Randomised controlled trial); Sem limite de idade ou de barreira linguística; Qualquer definição de bronquiolite aguda; Em qualquer ambiente de cuidados; A intervenção tenha como finalidade o tratamento (independentemente do meio de intervenção); Qualquer outcome. Foram retirados os artigos científicos incluídos nas revisões sistemáticas selecionadas. O outcome primário diz respeito aos critérios de exclusão. RESULTADOS: Extraíram-se 30 revisões sistemáticas da Cochrane referentes a “bronchiolitis”. Apenas 13 cumpriam os critérios de inclusão e destas foram extraídos os artigos de inclusão das referências bibliográficas, tendo-se obtido 139 artigos científicos. Deste total de 139 artigos, 28 encontram-se repetidos e 17 não estão disponíveis online. Deste modo é alcançado um total de 94 artigos científicos elegíveis. Os resultados mostram que há uma grande heterogeneidade nos critérios de exclusão dos artigos científicos mas que, em geral, as crianças com patologia crónica são excluídas, visto que 87% dos artigos excluem pelo menos uma patologia crónica. DISCUSSÃO: Os doentes com bronquiolite aguda, portadores de doença crónica ou ex-prematuros, são os que apresentam maior taxa de hospitalização e, por isso, os que mais beneficiariam com os estudos clínicos. Contudo, é este grupo de doentes que é atualmente excluído.
Autores principais:Cruz, Fábia Sofia Albino
Assunto:Bronquiolite aguda Doenças crónicas Pediatria
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:INTRODUÇÃO: Na Bronquiolite Aguda, a investigação científica é escassa o que leva à instituição de terapêutica em regime “off-label”. Crianças ex prematuras ou com doença crónica estão classificadas como grupo de risco, sendo este quem mais pode beneficiar com os estudos clínicos. O objetivo deste trabalho é averiguar como estão a ser incluídas as crianças com patologia crónica nos estudos científicos. MÉTODOS: Utilizando o termo “bronchiolitis” na base de dados da Cochrane obteve-se um número de revisões sistemáticas que foram submetidas aos seguintes critérios de inclusão: Incluir um RCT (Randomised controlled trial); Sem limite de idade ou de barreira linguística; Qualquer definição de bronquiolite aguda; Em qualquer ambiente de cuidados; A intervenção tenha como finalidade o tratamento (independentemente do meio de intervenção); Qualquer outcome. Foram retirados os artigos científicos incluídos nas revisões sistemáticas selecionadas. O outcome primário diz respeito aos critérios de exclusão. RESULTADOS: Extraíram-se 30 revisões sistemáticas da Cochrane referentes a “bronchiolitis”. Apenas 13 cumpriam os critérios de inclusão e destas foram extraídos os artigos de inclusão das referências bibliográficas, tendo-se obtido 139 artigos científicos. Deste total de 139 artigos, 28 encontram-se repetidos e 17 não estão disponíveis online. Deste modo é alcançado um total de 94 artigos científicos elegíveis. Os resultados mostram que há uma grande heterogeneidade nos critérios de exclusão dos artigos científicos mas que, em geral, as crianças com patologia crónica são excluídas, visto que 87% dos artigos excluem pelo menos uma patologia crónica. DISCUSSÃO: Os doentes com bronquiolite aguda, portadores de doença crónica ou ex-prematuros, são os que apresentam maior taxa de hospitalização e, por isso, os que mais beneficiariam com os estudos clínicos. Contudo, é este grupo de doentes que é atualmente excluído.