Publicação
Tecido adiposo perivascular na fisiologia e patologia cardiovascular
| Resumo: | O tecido adiposo perivascular (TAPV) encontra-se em redor da maioria dos vasos e, consoante a sua localização, pode ser constituído por células semelhantes às células adiposas brancas, castanhas ou bege. Em condições fisiológicas, o TAPV é fundamental na regulação do tónus e da inflamação vasculares, da termorregulação, da regulação da proliferação e migração de células do músculo liso vascular. Enquanto estrutura endócrina o TAPV secreta adipocinas, que se classificam em anti-inflamatórias e pró-inflamatórias, sendo o balanço entre ambas determina o risco de desenvolvimento de inflamação vascular. Em situações de excesso calórico crónico como na obesidade, os adipócitos perivasculares sofrem expansão patológica, potenciando o surgimento de hipoxia, inflamação e de stress oxidativo, com consequente disfunção. A perda do efeito anti-contrátil exercido pelo TAPV, devida a um baixo grau de inflamação crónica e infiltração de macrófagos, aumenta o risco de desenvolvimento de hipertensão. Um tecido adiposo perivascular disfuncional apresenta uma secreção aumentada de adipocinas pró-inflamatórias, promovendo a disfunção endotelial, infiltração de células imunitárias e migração de células de musculo liso vascular, contribuindo para o desenvolvimento de aterosclerose. A progressão desta patologia e a rutura das placas de ateroma aumenta o risco de eventos cardiovasculares obstrutivos como o acidente vascular cerebral e o enfarte agudo do miocárdio. Atualmente diversas abordagens farmacológicas, como a utilização de anticorpos, estatinas e tiazolidinedionas, têm vindo a ser exploradas no tratamento do TAPV disfuncional, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir a mortalidade. |
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| Autores principais: | Dias, Iara Rafaela Lima |
| Assunto: | Tecido adiposo perivascular Adipocinas Obesidade Aterosclerose Hipertensão Mestrado integrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O tecido adiposo perivascular (TAPV) encontra-se em redor da maioria dos vasos e, consoante a sua localização, pode ser constituído por células semelhantes às células adiposas brancas, castanhas ou bege. Em condições fisiológicas, o TAPV é fundamental na regulação do tónus e da inflamação vasculares, da termorregulação, da regulação da proliferação e migração de células do músculo liso vascular. Enquanto estrutura endócrina o TAPV secreta adipocinas, que se classificam em anti-inflamatórias e pró-inflamatórias, sendo o balanço entre ambas determina o risco de desenvolvimento de inflamação vascular. Em situações de excesso calórico crónico como na obesidade, os adipócitos perivasculares sofrem expansão patológica, potenciando o surgimento de hipoxia, inflamação e de stress oxidativo, com consequente disfunção. A perda do efeito anti-contrátil exercido pelo TAPV, devida a um baixo grau de inflamação crónica e infiltração de macrófagos, aumenta o risco de desenvolvimento de hipertensão. Um tecido adiposo perivascular disfuncional apresenta uma secreção aumentada de adipocinas pró-inflamatórias, promovendo a disfunção endotelial, infiltração de células imunitárias e migração de células de musculo liso vascular, contribuindo para o desenvolvimento de aterosclerose. A progressão desta patologia e a rutura das placas de ateroma aumenta o risco de eventos cardiovasculares obstrutivos como o acidente vascular cerebral e o enfarte agudo do miocárdio. Atualmente diversas abordagens farmacológicas, como a utilização de anticorpos, estatinas e tiazolidinedionas, têm vindo a ser exploradas no tratamento do TAPV disfuncional, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir a mortalidade. |
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