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Corrosão do aço inoxidável em estruturas de betão

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O uso de aço inoxidável como armadura em estruturas de betão é visto como uma promissora medida preventiva de processos de corrosão, diminuindo o impacto socioeconómico das consequências de deterioração destas estruturas. No entanto, o elevado custo de implementação e o pouco conhecimento do comportamento do sistema, são obstáculos na aplicação prática e em larga escala desta medida. O desenvolvimento deste estudo pretende melhorar o conhecimento nesta área através da avaliação do comportamento eletroquímico, em meio alcalino, relativamente ao fenómeno de corrosão por picada, de duas ligas de aço inoxidável, uma liga comercial austenítica de Fe-Cr-Ni e uma nova liga de elevado teor em manganês de Fe-Cr-Mn. Adicionalmente pretende-se contribuir para a compreensão do efeito de diferentes condicionantes no desenvolvimento de fenómenos de corrosão por picada, tais como pH, tempo de estabilização no eletrólito, concentração de cloretos e soldadura. O estudo foi conduzido sob condições experimentais de especial agressividade que de forma a aumentar a suscetibilidade do aço inoxidável à corrosão por picada, nomeadamente em solução, com elevadas concentrações de cloreto ou reduzidos valores de pH, e em argamassa sob condições de exposição acelerada. Nos estudos em solução verificou-se que o aumento do tempo de estabilização e uma elevada alcalinidade promovem o aumento da resistência à corrosão por parte das ligas enquanto a diminuição do pH provoca um efeito contrário. Verifica-se ainda que a liga Fe-Cr-Ni apresenta uma resistência à corrosão por picada superior à liga Fe-Cr-Mn eventualmente como consequência das diferenças microestruturais e químicas, nomeadamente nos teores de Ni e Mn. O estudo em argamassa permitiu verificar a estabilidade das ligas, inclusive das amostras soldadas, através dos elevados valores de resistência de polarização registados especialmente em consequência do baixo teor em cloretos registado ao nível das armaduras.
Autores principais:Feliciano, Filipa João Lopes, 1989-
Assunto:Aço inoxidável Corrosão por picada Espetroscopia de impedância eletroquímica Teses de mestrado - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O uso de aço inoxidável como armadura em estruturas de betão é visto como uma promissora medida preventiva de processos de corrosão, diminuindo o impacto socioeconómico das consequências de deterioração destas estruturas. No entanto, o elevado custo de implementação e o pouco conhecimento do comportamento do sistema, são obstáculos na aplicação prática e em larga escala desta medida. O desenvolvimento deste estudo pretende melhorar o conhecimento nesta área através da avaliação do comportamento eletroquímico, em meio alcalino, relativamente ao fenómeno de corrosão por picada, de duas ligas de aço inoxidável, uma liga comercial austenítica de Fe-Cr-Ni e uma nova liga de elevado teor em manganês de Fe-Cr-Mn. Adicionalmente pretende-se contribuir para a compreensão do efeito de diferentes condicionantes no desenvolvimento de fenómenos de corrosão por picada, tais como pH, tempo de estabilização no eletrólito, concentração de cloretos e soldadura. O estudo foi conduzido sob condições experimentais de especial agressividade que de forma a aumentar a suscetibilidade do aço inoxidável à corrosão por picada, nomeadamente em solução, com elevadas concentrações de cloreto ou reduzidos valores de pH, e em argamassa sob condições de exposição acelerada. Nos estudos em solução verificou-se que o aumento do tempo de estabilização e uma elevada alcalinidade promovem o aumento da resistência à corrosão por parte das ligas enquanto a diminuição do pH provoca um efeito contrário. Verifica-se ainda que a liga Fe-Cr-Ni apresenta uma resistência à corrosão por picada superior à liga Fe-Cr-Mn eventualmente como consequência das diferenças microestruturais e químicas, nomeadamente nos teores de Ni e Mn. O estudo em argamassa permitiu verificar a estabilidade das ligas, inclusive das amostras soldadas, através dos elevados valores de resistência de polarização registados especialmente em consequência do baixo teor em cloretos registado ao nível das armaduras.