Publicação
Dor em cuidados paliativos pediátricos : uma revisão da literatura
| Resumo: | A dor é um sintoma frequente em cuidados paliativos pediátricos, podendo ser profundamente incapacitante a vários níveis e causador de grande sofrimento para a criança e família. Surge no contexto de várias doenças, relacionada com a própria doença ou com as intervenções médicas ou terapêuticas. É essencial o diagnóstico precoce de modo a que não seja subtratada ou subestimada, sendo de elevada importância a história clínica, o exame objetivo e o recurso a ferramentas de avaliação da intensidade da dor, exploradas nesta revisão da literatura. Relativamente ao tratamento da dor em contexto de CPP, este deve ser multimodal, individualizado e reavaliado periodicamente. A terapêutica farmacológica depende da intensidade da dor, estando reservados os opioides para a dor moderada a grave, apesar de nem todas as formulações estarem disponíveis em Pediatria. Apesar de a morfina ser a opção de primeira linha, pela sua segurança e eficácia, existem algumas situações que beneficiam da utilização de outras alternativas terapêuticas, como é o caso da dor irruptiva, para a qual têm surgido novas opções terapêuticas. Não obstante o facto de nos últimos anos terem existido grandes avanços na investigação nesta área, o controlo da dor em cuidados paliativos pediátricos permanece limitado por diversas barreiras mencionadas na literatura, como a dificuldade de realização de estudos nesta área, os estigmas associados e a utilização off-label de muitos fármacos e doses extrapolados a partir dos adultos, sendo bastante importante o investimento nesta área. Nesta revisão são ainda abordadas as várias modalidades terapêuticas não farmacológicas, como por exemplo a hipnose, tal como algumas opções para os casos mais graves. |
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| Autores principais: | Carvalho, Rita Isabel dos Santos João |
| Assunto: | Abordagem da dor Cuidados paliativos pediátricos Analgesia Opioides Tratamento Pediatria |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A dor é um sintoma frequente em cuidados paliativos pediátricos, podendo ser profundamente incapacitante a vários níveis e causador de grande sofrimento para a criança e família. Surge no contexto de várias doenças, relacionada com a própria doença ou com as intervenções médicas ou terapêuticas. É essencial o diagnóstico precoce de modo a que não seja subtratada ou subestimada, sendo de elevada importância a história clínica, o exame objetivo e o recurso a ferramentas de avaliação da intensidade da dor, exploradas nesta revisão da literatura. Relativamente ao tratamento da dor em contexto de CPP, este deve ser multimodal, individualizado e reavaliado periodicamente. A terapêutica farmacológica depende da intensidade da dor, estando reservados os opioides para a dor moderada a grave, apesar de nem todas as formulações estarem disponíveis em Pediatria. Apesar de a morfina ser a opção de primeira linha, pela sua segurança e eficácia, existem algumas situações que beneficiam da utilização de outras alternativas terapêuticas, como é o caso da dor irruptiva, para a qual têm surgido novas opções terapêuticas. Não obstante o facto de nos últimos anos terem existido grandes avanços na investigação nesta área, o controlo da dor em cuidados paliativos pediátricos permanece limitado por diversas barreiras mencionadas na literatura, como a dificuldade de realização de estudos nesta área, os estigmas associados e a utilização off-label de muitos fármacos e doses extrapolados a partir dos adultos, sendo bastante importante o investimento nesta área. Nesta revisão são ainda abordadas as várias modalidades terapêuticas não farmacológicas, como por exemplo a hipnose, tal como algumas opções para os casos mais graves. |
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