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Medicamentos inovadores na infecção crónica na Hepatite C: a futura terapêutica padrão

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O vírus da hepatite C (HCV) afecta cerca de 160 milhões de pessoas a nível mundial, constituindo um dos principais causadores de doenças crónicas do fígado. A terapêutica padrão para esta doença foi, durante largos anos, composta por interferão α peguilado em conjunto com ribavirina. Contudo, este regime está associado a muitos efeitos adversos, tratamentos prolongados e ao aparecimento de doentes não respondedores. A melhor compreensão do ciclo de vida viral permitiu a identificação de novos alvos terapêuticos. Assim, têm vindo a ser desenvolvidos diversos medicamentos inovadores, activos contra proteínas do genoma viral ou contra proteínas do hospedeiro, essenciais à replicação viral. Muitos destes medicamentos atingiram já fases avançadas de ensaios clínicos e demonstraram melhores taxas de resposta, tratamentos mais curtos, menores efeitos adversos e opções válidas para doentes de difícil tratamento. Recentemente, dois desses fármacos foram aprovados, sendo previsível que outros também o sejam num futuro próximo. É então claro que a terapêutica padrão desta infecção sofrerá uma revolução, com uma tendência para que os regimes totalmente orais, isentos de Interferão, dominem as futuras terapêuticas padrão. Contudo, há ainda problemas por resolver, como o custo destes novos medicamentos, que poderão condicionar a sua implementação mundial.
Autores principais:Borrego, André Filipe Rebelo Correia
Assunto:Hepatite C crónica Genótipos Terapêutica padrão Resposta virológica mantida Agentes antivíricos directos (DAAs) Agentes activos contra proteínas do hospedeiro (HTAs) Mestrado Integrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O vírus da hepatite C (HCV) afecta cerca de 160 milhões de pessoas a nível mundial, constituindo um dos principais causadores de doenças crónicas do fígado. A terapêutica padrão para esta doença foi, durante largos anos, composta por interferão α peguilado em conjunto com ribavirina. Contudo, este regime está associado a muitos efeitos adversos, tratamentos prolongados e ao aparecimento de doentes não respondedores. A melhor compreensão do ciclo de vida viral permitiu a identificação de novos alvos terapêuticos. Assim, têm vindo a ser desenvolvidos diversos medicamentos inovadores, activos contra proteínas do genoma viral ou contra proteínas do hospedeiro, essenciais à replicação viral. Muitos destes medicamentos atingiram já fases avançadas de ensaios clínicos e demonstraram melhores taxas de resposta, tratamentos mais curtos, menores efeitos adversos e opções válidas para doentes de difícil tratamento. Recentemente, dois desses fármacos foram aprovados, sendo previsível que outros também o sejam num futuro próximo. É então claro que a terapêutica padrão desta infecção sofrerá uma revolução, com uma tendência para que os regimes totalmente orais, isentos de Interferão, dominem as futuras terapêuticas padrão. Contudo, há ainda problemas por resolver, como o custo destes novos medicamentos, que poderão condicionar a sua implementação mundial.