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Colocação de implantes endósseos com ou sem abertura de retalho - comparação de técnicas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Tradicionalmente os implantes endósseos são colocados após a elevação de um retalho mucoperiósteo que permite visualizar o campo cirúrgico. Contudo, de forma a simplificar a instalação dos implantes e a melhorar a estética e conforto, outras técnicas cirúrgicas têm sido desenvolvidas. Assim surge a colocação de implantes sem retalho, que consiste numa cirurgia minimamente invasiva, onde são usados instrumentos rotatórios ou um bisturi circular para perfurar os tecidos gengivais e aceder ao osso. Objetivos: Comparar as técnicas cirúrgicas com retalho crestal, retalho circular ou sem retalho quanto à taxa de sobrevivência dos implantes, perda óssea marginal e outros possíveis resultados. Materiais e Métodos: Foi efetuada uma pesquisa de evidência científica com recurso às bases de dados Cochrane, EMBASE e Pubmed. Foram incluídos 22 artigos e a análise do viés destes artigos foi feita utilizando os programas QUADAS-2 e CONSORT 2010 checklist. Resultados: De acordo com a revisão narrativa realizada, as taxas de sucesso implantar são no geral bastante altas independentemente da técnica cirúrgica usada. A perda óssea marginal apresentou valores variáveis consoante os estudos. A dor pós-operatória é menor nas cirurgias sem retalho, tendo assim um maior conforto associado. Conclusão: Não foi possível chegar a uma conclusão concreta sobre qual a técnica cirúrgica com melhores resultados em termos de taxa de sobrevivência dos implantes e perda óssea marginal. As técnicas cirúrgicas sem retalho mucoperiósteo só devem ser usadas em pacientes com características anatómicas favoráveis, pelo que para a generalidade da prática clínica a colocação de implantes com abertura de um retalho crestal é ainda a técnica mais simples. São necessários estudos com maior número de doentes, follow-ups mais longos e que sigam parâmetros ou critérios rigorosos, para que o seu risco de viés seja reduzido e, assim, possam ser extraídos resultados conclusivos.
Autores principais:Rebelo, Rita Maria Vilhena Caçote de Faria
Assunto:Implantes dentários Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: Tradicionalmente os implantes endósseos são colocados após a elevação de um retalho mucoperiósteo que permite visualizar o campo cirúrgico. Contudo, de forma a simplificar a instalação dos implantes e a melhorar a estética e conforto, outras técnicas cirúrgicas têm sido desenvolvidas. Assim surge a colocação de implantes sem retalho, que consiste numa cirurgia minimamente invasiva, onde são usados instrumentos rotatórios ou um bisturi circular para perfurar os tecidos gengivais e aceder ao osso. Objetivos: Comparar as técnicas cirúrgicas com retalho crestal, retalho circular ou sem retalho quanto à taxa de sobrevivência dos implantes, perda óssea marginal e outros possíveis resultados. Materiais e Métodos: Foi efetuada uma pesquisa de evidência científica com recurso às bases de dados Cochrane, EMBASE e Pubmed. Foram incluídos 22 artigos e a análise do viés destes artigos foi feita utilizando os programas QUADAS-2 e CONSORT 2010 checklist. Resultados: De acordo com a revisão narrativa realizada, as taxas de sucesso implantar são no geral bastante altas independentemente da técnica cirúrgica usada. A perda óssea marginal apresentou valores variáveis consoante os estudos. A dor pós-operatória é menor nas cirurgias sem retalho, tendo assim um maior conforto associado. Conclusão: Não foi possível chegar a uma conclusão concreta sobre qual a técnica cirúrgica com melhores resultados em termos de taxa de sobrevivência dos implantes e perda óssea marginal. As técnicas cirúrgicas sem retalho mucoperiósteo só devem ser usadas em pacientes com características anatómicas favoráveis, pelo que para a generalidade da prática clínica a colocação de implantes com abertura de um retalho crestal é ainda a técnica mais simples. São necessários estudos com maior número de doentes, follow-ups mais longos e que sigam parâmetros ou critérios rigorosos, para que o seu risco de viés seja reduzido e, assim, possam ser extraídos resultados conclusivos.