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SECURITY ANALYSIS OF NETWORK NEIGHBORS

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Resumo:O presente trabalho aborda um problema comum a muitos dos actuais fornecedores de serviços Internet (ISPs): mitigação eficiente de tráfego malicioso na sua rede. Este tráfego indesejado impõe um desperdício de recursos de rede o que leva a uma consequente degradação da qualidade de serviço. Cria também um ambiente inseguro para os clientes, minando o potencial oferecido pela Internet e abrindo caminho para actividades criminosas graves. Algumas das principais condicionantes na criação de sistemas capazes de resolver estes problemas são: a enorme quantidade de tráfego a ser analisado, o facto da Internet ser inerentemente anónima e a falta de incentivo para os operadores de redes de trânsito em bloquear este tipo de tráfego. No âmbito de um ISP de média escala, este trabalho concentra-se em três áreas principais: origens de tráfego malicioso, classificação de segurança de redes vizinhas ao ISP e políticas de intervenção. Foram colectados dados de rede considerando, determinados tipos de tráfego malicioso: varrimento de endereços e inundação de fluxos de ligações; assim como informação de acessibilidades rede: mensagens de actualização de BGP disponibilizadas pelo RIPE Routing Information Service. Analisámos o tráfego malicioso em busca de padrões de rede, o que nos permitiu compreender que é maioritariamente originário de um subconjunto muito pequeno de ASes na Internet. No âmbito de um ISP e de acordo com um conjunto de métricas de segurança, definimos uma expressão de correlação para quantificar os riscos de segurança associados a conexões com redes vizinhas, a qual denominámos Risk Score. Finalmente, propusemos técnicas para concretização das tarefas de rede necessárias à redução de tráfego malicioso de forma eficiente, se possível em cooperação com redes vizinhas / ASes. Não temos conhecimento de qualquer publicação existente que correlacione as características de tráfego malicioso de varrimento de endereços e inundação de fluxos de ligações, com informação de acessibilidades de rede no âmbito de um ISP, de forma a classificar a segurança das vizinhanças de rede, com o propósito de decidir filtrar o tráfego de prefixos específicos de um AS ou bloquear todo o tráfego proveniente de um AS. Acreditamos que os resultados apresentados neste trabalho podem ser aplicados imediatamente em cenários reais, permitindo criar ambientes de rede mais seguros e escaláveis, desta forma melhorando as condições de rede necessárias ao desenvolvimento de novos serviços.
Autores principais:Serrano, Sérgio Miguel Geraldes de Oliveira
Assunto:BGP regras de especificação de fluxos vizinhança de rede segurança de rede tráfego malicioso
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho aborda um problema comum a muitos dos actuais fornecedores de serviços Internet (ISPs): mitigação eficiente de tráfego malicioso na sua rede. Este tráfego indesejado impõe um desperdício de recursos de rede o que leva a uma consequente degradação da qualidade de serviço. Cria também um ambiente inseguro para os clientes, minando o potencial oferecido pela Internet e abrindo caminho para actividades criminosas graves. Algumas das principais condicionantes na criação de sistemas capazes de resolver estes problemas são: a enorme quantidade de tráfego a ser analisado, o facto da Internet ser inerentemente anónima e a falta de incentivo para os operadores de redes de trânsito em bloquear este tipo de tráfego. No âmbito de um ISP de média escala, este trabalho concentra-se em três áreas principais: origens de tráfego malicioso, classificação de segurança de redes vizinhas ao ISP e políticas de intervenção. Foram colectados dados de rede considerando, determinados tipos de tráfego malicioso: varrimento de endereços e inundação de fluxos de ligações; assim como informação de acessibilidades rede: mensagens de actualização de BGP disponibilizadas pelo RIPE Routing Information Service. Analisámos o tráfego malicioso em busca de padrões de rede, o que nos permitiu compreender que é maioritariamente originário de um subconjunto muito pequeno de ASes na Internet. No âmbito de um ISP e de acordo com um conjunto de métricas de segurança, definimos uma expressão de correlação para quantificar os riscos de segurança associados a conexões com redes vizinhas, a qual denominámos Risk Score. Finalmente, propusemos técnicas para concretização das tarefas de rede necessárias à redução de tráfego malicioso de forma eficiente, se possível em cooperação com redes vizinhas / ASes. Não temos conhecimento de qualquer publicação existente que correlacione as características de tráfego malicioso de varrimento de endereços e inundação de fluxos de ligações, com informação de acessibilidades de rede no âmbito de um ISP, de forma a classificar a segurança das vizinhanças de rede, com o propósito de decidir filtrar o tráfego de prefixos específicos de um AS ou bloquear todo o tráfego proveniente de um AS. Acreditamos que os resultados apresentados neste trabalho podem ser aplicados imediatamente em cenários reais, permitindo criar ambientes de rede mais seguros e escaláveis, desta forma melhorando as condições de rede necessárias ao desenvolvimento de novos serviços.