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A representação de “objetos” em arquivo : o caso do Arquivo Fotográfico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presença preponderante de uma diversidade de linguagens e de suportes documentais em arquivos pessoais revelam, por um lado, o impacto da evolução das tecnologias nos meios de comunicação, e por outro, a complexidade dos contextos dos quais um arquivo é constituído. A questão de partida — podem os “objetos” constituir o objeto de estudo da teoria e da prática arquivísticas? — surgiu da identificação de material relacionado com a prática fotográfica no arquivo do fotógrafo amador António de Alcântara Bernardo de Carvalho e Vasconcelos da Costa Cabral, 4º Conde de Tomar, no âmbito do estágio curricular realizado no Arquivo Fotográfico do Arquivo Municipal de Lisboa. O estudo pretende entender como a teoria arquivística valida a representação de “objetos” e como pode ser aplicada na interpretação e no processamento arquivísticos deste tipo de informação. Partindo de uma abordagem qualitativa assente num paradigma pragmático, a investigação de natureza empírica serviu-se do método de investigação documental e do método de estudo de caso. Quanto às técnicas, o estudo decorreu da revisão da literatura, da análise de conteúdo e, aplicadas ao método de estudo de caso, da observação direta e observação participante e da entrevista exploratória. No final da investigação, apresenta-se uma proposta preliminar de uma folha de recolha de dados para a descrição de “objetos” no Arquivo Fotográfico do Arquivo Municipal de Lisboa e conclui-se que a teoria arquivística pós-moderna coaduna com a representação arquivística de “objetos”, que o rigor na função da descrição arquivística traduz-se nas formas como a informação é interpretada e descrita e nos instrumentos que são produzidos para a divulgação, o acesso e a recuperação da informação, assim como a importância da construção dos instrumentos de acesso à informação com base na definição da sua finalidade que, por sua vez, dialoga diretamente com as atividades desenvolvidas pela instituição mediadora de informação arquivística.
Autores principais:Santos, Catarina Gonçalves Azevedo
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presença preponderante de uma diversidade de linguagens e de suportes documentais em arquivos pessoais revelam, por um lado, o impacto da evolução das tecnologias nos meios de comunicação, e por outro, a complexidade dos contextos dos quais um arquivo é constituído. A questão de partida — podem os “objetos” constituir o objeto de estudo da teoria e da prática arquivísticas? — surgiu da identificação de material relacionado com a prática fotográfica no arquivo do fotógrafo amador António de Alcântara Bernardo de Carvalho e Vasconcelos da Costa Cabral, 4º Conde de Tomar, no âmbito do estágio curricular realizado no Arquivo Fotográfico do Arquivo Municipal de Lisboa. O estudo pretende entender como a teoria arquivística valida a representação de “objetos” e como pode ser aplicada na interpretação e no processamento arquivísticos deste tipo de informação. Partindo de uma abordagem qualitativa assente num paradigma pragmático, a investigação de natureza empírica serviu-se do método de investigação documental e do método de estudo de caso. Quanto às técnicas, o estudo decorreu da revisão da literatura, da análise de conteúdo e, aplicadas ao método de estudo de caso, da observação direta e observação participante e da entrevista exploratória. No final da investigação, apresenta-se uma proposta preliminar de uma folha de recolha de dados para a descrição de “objetos” no Arquivo Fotográfico do Arquivo Municipal de Lisboa e conclui-se que a teoria arquivística pós-moderna coaduna com a representação arquivística de “objetos”, que o rigor na função da descrição arquivística traduz-se nas formas como a informação é interpretada e descrita e nos instrumentos que são produzidos para a divulgação, o acesso e a recuperação da informação, assim como a importância da construção dos instrumentos de acesso à informação com base na definição da sua finalidade que, por sua vez, dialoga diretamente com as atividades desenvolvidas pela instituição mediadora de informação arquivística.