Publicação
Rinossinusite fúngica alérgica
| Resumo: | A Rinossinusite Fúngica Alérgica (RSFA) é uma forma de rinossinusite crónica. Enquadra-se nas rinossinusites fúngicas, tratando-se de uma forma não invasiva que apresenta também um componente alérgico. Para além disto tem como particularidade afetar essencialmente jovens adultos imunocompetentes. A sua primeira referência na literatura foi em 1971 e, desde então, a sua definição, critérios de diagnóstico e consenso acerca do mecanismo fisiopatológico têm evoluído. Em tempos, chegou mesmo a ser considerada uma variante da Aspergilose Broncopulmonar Alérgica (ABPA). Contudo a simultaneidade incomum da clínica de ambas, bem como a constatação da existência de uma flora fúngica mais vasta que exclusivamente o Aspergillus, na RSFA, fez com que rapidamente tenham sido consideradas entidades distintas. Quanto à sua fisiopatologia, apurou-se que tem por base uma reação de hipersensibilidade tipo 1 em resposta a um antigénio fúngico e o seu diagnóstico faz-se pela conjugação de critérios clínicos, imagiológicos, histológicos e imunológicos. O seu tratamento passa pela associação de terapêutica cirúrgica e médica. Ambas as áreas têm evoluído, quer em termos técnicos, quer em opções médicas que se têm tornado mais vastas e eficazes. Isso tem contribuído para um maior controlo da doença, traduzindo-se em menores complicações pela menor severidade desta, e menores taxas de recorrência. Ainda assim, estas taxas permanecem bastante elevadas, sendo por essa razão considerada, por várias fontes, uma doença crónica que requer vigilância prolongada no tempo. Atualmente permanecem algumas controvérsias sobre qual o plano terapêutico mais indicado para tratar esta doença, estando vários estudos em desenvolvimento para a sua clarificação. |
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| Autores principais: | Moura, Joana Sofia de Carvalho |
| Assunto: | Rinossinusite fúngica alérgica Aspergilose broncopulmonar alérgica Reacção de hipersensibilidade tipo 1 Antigénio fúngico |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Rinossinusite Fúngica Alérgica (RSFA) é uma forma de rinossinusite crónica. Enquadra-se nas rinossinusites fúngicas, tratando-se de uma forma não invasiva que apresenta também um componente alérgico. Para além disto tem como particularidade afetar essencialmente jovens adultos imunocompetentes. A sua primeira referência na literatura foi em 1971 e, desde então, a sua definição, critérios de diagnóstico e consenso acerca do mecanismo fisiopatológico têm evoluído. Em tempos, chegou mesmo a ser considerada uma variante da Aspergilose Broncopulmonar Alérgica (ABPA). Contudo a simultaneidade incomum da clínica de ambas, bem como a constatação da existência de uma flora fúngica mais vasta que exclusivamente o Aspergillus, na RSFA, fez com que rapidamente tenham sido consideradas entidades distintas. Quanto à sua fisiopatologia, apurou-se que tem por base uma reação de hipersensibilidade tipo 1 em resposta a um antigénio fúngico e o seu diagnóstico faz-se pela conjugação de critérios clínicos, imagiológicos, histológicos e imunológicos. O seu tratamento passa pela associação de terapêutica cirúrgica e médica. Ambas as áreas têm evoluído, quer em termos técnicos, quer em opções médicas que se têm tornado mais vastas e eficazes. Isso tem contribuído para um maior controlo da doença, traduzindo-se em menores complicações pela menor severidade desta, e menores taxas de recorrência. Ainda assim, estas taxas permanecem bastante elevadas, sendo por essa razão considerada, por várias fontes, uma doença crónica que requer vigilância prolongada no tempo. Atualmente permanecem algumas controvérsias sobre qual o plano terapêutico mais indicado para tratar esta doença, estando vários estudos em desenvolvimento para a sua clarificação. |
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