Publicação
Craniotomias em animais de companhia para remoção de tumores intracranianos extra-axiais do sistema nervoso a propósito de 7 casos clínicos
| Resumo: | A cirurgia intracraniana tem-se tornado cada vez mais comum com o desenvolvimento dos meios de diagnóstico por imagem e com o maior entendimento sobre os processos fisiopatológicos e prognóstico associado. Os acessos cirúrgicos mais frequentemente praticados são a craniectomia rostrotentorial, utilizada para aceder à convexidade cerebral dorsolateral; a craniotomia transfrontal utilizada para aceder às regiões mais rostrais como os lobos frontais e olfativos; e a craniotomia suboccipital, utilizada para aceder à porção caudal da fossa caudal. Os diferentes acessos podem ser combinados de modo a aceder a regiões encefálicas mais restritas. Com este estudo pretendeu-se realizar uma análise descritiva detalhada de um conjunto de casos clínicos de animais submetidos a craniotomias para remoção de massas extra-axiais, de aspeto neoplásico, diagnosticados presumidamente por ressonância magnética e, dessa forma, criar um registo bibliográfico de fácil consulta sobre um tema muito pouco descrito na literatura nacional. Relativamente ao motivo de consulta, verificou-se que a principal causa foi a ocorrência de ataques epiléticos tendo surgido em 71,4% (5/7) dos animais do total da amostra. 85,7% (6/7) dos animais do total da amostra foram diagnosticados com lesões no prosencéfalo. Ao exame neurológico verificou-se que 42,9% (3/7) dos animais do total da amostra não apresentaram alterações neurológicas. Os achados imagiológicos mais frequentemente observados foram extenso edema perilesional e hérnia subtentorial, ambos com uma frequência de 42,9% (3/7) sobre o total da população. Quanto à natureza da lesão, verificou-se que 85,7% (6/7) dos animais do total da amostra foram diagnosticados com meningioma intracraniano. As abordagens cirúrgicas mais frequentes no total da amostra foram o acesso rostrotentorial em 57,1% (4/7) da população, seguido do acesso transfrontal em 28,6% (2/7) dos animais e acesso suboccipital em 14,3% (1/7) dos animais. Dos casos apresentados 28,6% (2/7) faleceram com deterioração do estado neurológico, contudo, 1 desses casos deveu-se à natureza maligna da lesão neoplásica que só teria sido possível diagnosticar definitivamente por histopatologia. Todos os restantes casos tiveram evolução neurológica positiva, com melhoria dos sinais clínicos e sem complicações pós-cirúrgicas. A análise destes casos sugeriu que a abordagem cirúrgica para este tipo de lesões aparenta ser uma opção viável permitindo oferecer aos pacientes um aumento do tempo de sobrevivência com qualidade de vida. No entanto, devem ser realizados mais estudos com amostras populacionais superiores, diagnosticados com o mesmo processo neoplásico, e sujeitos à mesma técnica cirúrgica para melhor entender quais os fatores que determinam um melhor prognóstico pós-cirúrgico |
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| Autores principais: | Silva, Bernardo Sá de Sousa Brigham da |
| Assunto: | Craniotomia transfrontal Craniectomia rostrotentorial Craniectomia suboccipita Transfrontal craniotomy Rostrotentorial craniectomy Suboccipital craniectomy |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A cirurgia intracraniana tem-se tornado cada vez mais comum com o desenvolvimento dos meios de diagnóstico por imagem e com o maior entendimento sobre os processos fisiopatológicos e prognóstico associado. Os acessos cirúrgicos mais frequentemente praticados são a craniectomia rostrotentorial, utilizada para aceder à convexidade cerebral dorsolateral; a craniotomia transfrontal utilizada para aceder às regiões mais rostrais como os lobos frontais e olfativos; e a craniotomia suboccipital, utilizada para aceder à porção caudal da fossa caudal. Os diferentes acessos podem ser combinados de modo a aceder a regiões encefálicas mais restritas. Com este estudo pretendeu-se realizar uma análise descritiva detalhada de um conjunto de casos clínicos de animais submetidos a craniotomias para remoção de massas extra-axiais, de aspeto neoplásico, diagnosticados presumidamente por ressonância magnética e, dessa forma, criar um registo bibliográfico de fácil consulta sobre um tema muito pouco descrito na literatura nacional. Relativamente ao motivo de consulta, verificou-se que a principal causa foi a ocorrência de ataques epiléticos tendo surgido em 71,4% (5/7) dos animais do total da amostra. 85,7% (6/7) dos animais do total da amostra foram diagnosticados com lesões no prosencéfalo. Ao exame neurológico verificou-se que 42,9% (3/7) dos animais do total da amostra não apresentaram alterações neurológicas. Os achados imagiológicos mais frequentemente observados foram extenso edema perilesional e hérnia subtentorial, ambos com uma frequência de 42,9% (3/7) sobre o total da população. Quanto à natureza da lesão, verificou-se que 85,7% (6/7) dos animais do total da amostra foram diagnosticados com meningioma intracraniano. As abordagens cirúrgicas mais frequentes no total da amostra foram o acesso rostrotentorial em 57,1% (4/7) da população, seguido do acesso transfrontal em 28,6% (2/7) dos animais e acesso suboccipital em 14,3% (1/7) dos animais. Dos casos apresentados 28,6% (2/7) faleceram com deterioração do estado neurológico, contudo, 1 desses casos deveu-se à natureza maligna da lesão neoplásica que só teria sido possível diagnosticar definitivamente por histopatologia. Todos os restantes casos tiveram evolução neurológica positiva, com melhoria dos sinais clínicos e sem complicações pós-cirúrgicas. A análise destes casos sugeriu que a abordagem cirúrgica para este tipo de lesões aparenta ser uma opção viável permitindo oferecer aos pacientes um aumento do tempo de sobrevivência com qualidade de vida. No entanto, devem ser realizados mais estudos com amostras populacionais superiores, diagnosticados com o mesmo processo neoplásico, e sujeitos à mesma técnica cirúrgica para melhor entender quais os fatores que determinam um melhor prognóstico pós-cirúrgico |
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