Publicação
Alimentação entérica e microbiota do recém-nascido
| Resumo: | microbiota intestinal consiste na população de microrganismos que coloniza o intestino humano, estando envolvida em funções como a digestão e síntese de nutrientes, desenvolvimento do sistema imunitário e do sistema nervoso central (neurogénese e mielinização), bem como barreira contra organismos patogénicos. Esta desenvolve-se progressivamente desde o nascimento e é influenciada por vários fatores, como o tipo de parto, exposição a antibióticos, alimentação do recém-nascido (leite materno ou suplementação), introdução de alimentos sólidos e fatores ambientais. A microbiota adquirida no início de vida é crítica para a determinação da resposta e tolerância imunitária, sendo que alterações do ambiente intestinal podem ser responsáveis por patologias do foro inflamatório, autoimune e alérgico em todo o ciclo de vida. Deste modo, a formação da microbiota neonatal detém um papel importante na prevenção destas patologias. O leite materno modela a aquisição e o desenvolvimento da microbiota do recém-nascido através dos seus componentes bioativos, como os oligossacáridos do leite materno, lactoferrina e imunoglobulinas. Para além disso, é fonte de bactérias comensais, responsáveis pela colonização inicial adequada do intestino, evitando a disrupção da homeostase intestinal. Apesar de o leite materno ser o gold standart da nutrição infantil, o uso de fórmulas ao invés do aleitamento materno exclusivo tem vindo a aumentar, o que tem consequências a nível da composição e diversificação da microbiota intestinal. Esta revisão da literatura tem como objetivo avaliar a influência da alimentação entérica do recém-nascido no desenvolvimento e composição da microbiota intestinal, comparando o aleitamento materno versus diferentes tipos de fórmulas infantis. |
|---|---|
| Autores principais: | Santos, Diana Marques dos |
| Assunto: | Microbiota do recém-nascido Leite materno Fórmulas Prebióticos Probióticos Pediatria |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | microbiota intestinal consiste na população de microrganismos que coloniza o intestino humano, estando envolvida em funções como a digestão e síntese de nutrientes, desenvolvimento do sistema imunitário e do sistema nervoso central (neurogénese e mielinização), bem como barreira contra organismos patogénicos. Esta desenvolve-se progressivamente desde o nascimento e é influenciada por vários fatores, como o tipo de parto, exposição a antibióticos, alimentação do recém-nascido (leite materno ou suplementação), introdução de alimentos sólidos e fatores ambientais. A microbiota adquirida no início de vida é crítica para a determinação da resposta e tolerância imunitária, sendo que alterações do ambiente intestinal podem ser responsáveis por patologias do foro inflamatório, autoimune e alérgico em todo o ciclo de vida. Deste modo, a formação da microbiota neonatal detém um papel importante na prevenção destas patologias. O leite materno modela a aquisição e o desenvolvimento da microbiota do recém-nascido através dos seus componentes bioativos, como os oligossacáridos do leite materno, lactoferrina e imunoglobulinas. Para além disso, é fonte de bactérias comensais, responsáveis pela colonização inicial adequada do intestino, evitando a disrupção da homeostase intestinal. Apesar de o leite materno ser o gold standart da nutrição infantil, o uso de fórmulas ao invés do aleitamento materno exclusivo tem vindo a aumentar, o que tem consequências a nível da composição e diversificação da microbiota intestinal. Esta revisão da literatura tem como objetivo avaliar a influência da alimentação entérica do recém-nascido no desenvolvimento e composição da microbiota intestinal, comparando o aleitamento materno versus diferentes tipos de fórmulas infantis. |
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