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Avaliação do estado nutricional e factores associados ao excesso de peso e obesidade de crianças com dois a seis anos de idade, de infantários da freguesia de Corroios

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O crescimento e estado nutricional infantil são importantes indicadores de saúde de uma população. Com a modernização e mudanças sócio-culturais ocorrida, as populações têm sofrido alteração estaturo-ponderal, influenciadas por diversos factores: genéticos, ambientais e do estilo de vida. O crescimento e desenvolvimento precisam de ser acompanhados de forma a permitir descobrir possíveis perturbações, o mais precocemente. O aumento da prevalência de excesso de peso e obesidade tornou-se uma preocupação e factor determinante para várias complicações de saúde na infância e na idade adulta. O presente estudo teve como objectivo avaliar o crescimento e estado nutricional em crianças e conhecer a prevalência de excesso de peso e obesidade e o papel de factores socioeconómicos, perinatais e do estilo de vida. A amostra constou de 103 crianças, 53 meninos e 50 meninas, com 2 a 6 anos de idade, em dois infantários privados de Corroios. Os dados foram recolhidos por inquérito e avaliação antropométrica: Determinou-se o IMC e o índice de adiposidade do braço. Adoptaram-se como referências Frisancho (1990), Cole et al (2000) e CDC (2002). As famílias tinham nível socioeconómico médio-alto, hábitos alimentares relativamente saudáveis, 100% das crianças consumia leite diariamente, porém rejeitava legumes, saladas e leguminosas. A maioria tinha peso, estatura, IMC adequados. Contudo, 22% de meninas e 3,8% de meninos tinham excesso de peso e obesidade, segundo referências de Cole et al., (2000). Quanto aos valores z-score de peso, estatura e IMC, o peso mostrou ser influenciado pela escolaridade da mãe e o IMC pela escolaridade do pai. A mudança do estilo de vida, exclusão de factores de risco e monitorização do estado nutricional, são medidas de prevenção e controle do excesso de peso, devendo ser praticadas pela família, escola e política de saúde.
Autores principais:Santos, Maria da Conceição Maranhão dos
Assunto:Antropologia biológica Biologia humana Obesidade Teses de mestrado
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O crescimento e estado nutricional infantil são importantes indicadores de saúde de uma população. Com a modernização e mudanças sócio-culturais ocorrida, as populações têm sofrido alteração estaturo-ponderal, influenciadas por diversos factores: genéticos, ambientais e do estilo de vida. O crescimento e desenvolvimento precisam de ser acompanhados de forma a permitir descobrir possíveis perturbações, o mais precocemente. O aumento da prevalência de excesso de peso e obesidade tornou-se uma preocupação e factor determinante para várias complicações de saúde na infância e na idade adulta. O presente estudo teve como objectivo avaliar o crescimento e estado nutricional em crianças e conhecer a prevalência de excesso de peso e obesidade e o papel de factores socioeconómicos, perinatais e do estilo de vida. A amostra constou de 103 crianças, 53 meninos e 50 meninas, com 2 a 6 anos de idade, em dois infantários privados de Corroios. Os dados foram recolhidos por inquérito e avaliação antropométrica: Determinou-se o IMC e o índice de adiposidade do braço. Adoptaram-se como referências Frisancho (1990), Cole et al (2000) e CDC (2002). As famílias tinham nível socioeconómico médio-alto, hábitos alimentares relativamente saudáveis, 100% das crianças consumia leite diariamente, porém rejeitava legumes, saladas e leguminosas. A maioria tinha peso, estatura, IMC adequados. Contudo, 22% de meninas e 3,8% de meninos tinham excesso de peso e obesidade, segundo referências de Cole et al., (2000). Quanto aos valores z-score de peso, estatura e IMC, o peso mostrou ser influenciado pela escolaridade da mãe e o IMC pela escolaridade do pai. A mudança do estilo de vida, exclusão de factores de risco e monitorização do estado nutricional, são medidas de prevenção e controle do excesso de peso, devendo ser praticadas pela família, escola e política de saúde.