Publicação
The beneficial role of physical activity in SARS-CoV-2 infection : a systematic review of literature
| Resumo: | Esta revisão sistemática pretendeu identificar, resumir e sistematizar a evidência científica disponível acerca da relação entre a atividade física (AF) contínua e moderada antes da infeção por SARS-CoV-2 e a sua potencial influência na incidência e severidade da doença COVID-19. Para responder a este objetivo, utilizámos três bases de dados eletrónicas (PubMed, Scopus e Web of Science) para identificar artigos empíricos originais que avaliassem a influência da atividade (ou inatividade) física na severidade da infeção e/ou incidência da doença na população adulta, de acordo com as Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) guidelines. Os dois principais resultados avaliados foram a incidência e gravidade da doença, tendo esta última sido dividida em seis resultados secundários: sintomas, taxa de hospitalização, suporte respiratório, tempo de internamento, internamentos em unidades de cuidados intensivos e mortalidade. Avaliámos o risco de viés dos artigos incluídos utilizando a escala Newcastle-Ottawa. Dos 2930 estudos encontrados, selecionámos 13 para realizar esta revisão. Constatámos que ser fisicamente ativo antes da infeção por SARS-CoV-2 tende a resultar numa redução geral do risco de novos casos de infeção, risco de hospitalização e duração do internamento, admissão em unidades de cuidados intensivos e mortalidade. Em relação aos sintomas e suporte respiratório, os resultados encontrados foram parcialmente inconclusivos. As limitações do nosso estudo abrangem também as limitações dos estudos incluídos, nomeadamente os diferentes limites e métodos de avaliação da AF e a qualidade moderada dos mesmos. A natureza recente da pandemia limitou também o número de estudos longitudinais que conseguimos incluir. Podemos concluir que existe evidência de uma associação benéfica entre a AF e a infeção por SARS-CoV-2, em diversos aspetos, ainda que os mecanismos por trás da mesma não sejam conhecidos. Deste modo, seria aconselhável haver um maior incentivo à população para aumentar o seu nível de AF. |
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| Autores principais: | Santos, Mariana Aleixo dos |
| Assunto: | Exercício físico COVID-19 SARS-CoV-2 Gravidade da doença Incidência Pneumologia |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta revisão sistemática pretendeu identificar, resumir e sistematizar a evidência científica disponível acerca da relação entre a atividade física (AF) contínua e moderada antes da infeção por SARS-CoV-2 e a sua potencial influência na incidência e severidade da doença COVID-19. Para responder a este objetivo, utilizámos três bases de dados eletrónicas (PubMed, Scopus e Web of Science) para identificar artigos empíricos originais que avaliassem a influência da atividade (ou inatividade) física na severidade da infeção e/ou incidência da doença na população adulta, de acordo com as Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) guidelines. Os dois principais resultados avaliados foram a incidência e gravidade da doença, tendo esta última sido dividida em seis resultados secundários: sintomas, taxa de hospitalização, suporte respiratório, tempo de internamento, internamentos em unidades de cuidados intensivos e mortalidade. Avaliámos o risco de viés dos artigos incluídos utilizando a escala Newcastle-Ottawa. Dos 2930 estudos encontrados, selecionámos 13 para realizar esta revisão. Constatámos que ser fisicamente ativo antes da infeção por SARS-CoV-2 tende a resultar numa redução geral do risco de novos casos de infeção, risco de hospitalização e duração do internamento, admissão em unidades de cuidados intensivos e mortalidade. Em relação aos sintomas e suporte respiratório, os resultados encontrados foram parcialmente inconclusivos. As limitações do nosso estudo abrangem também as limitações dos estudos incluídos, nomeadamente os diferentes limites e métodos de avaliação da AF e a qualidade moderada dos mesmos. A natureza recente da pandemia limitou também o número de estudos longitudinais que conseguimos incluir. Podemos concluir que existe evidência de uma associação benéfica entre a AF e a infeção por SARS-CoV-2, em diversos aspetos, ainda que os mecanismos por trás da mesma não sejam conhecidos. Deste modo, seria aconselhável haver um maior incentivo à população para aumentar o seu nível de AF. |
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