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Retrospective analysis of Gustilo-Anderson type III lower limb fractures : insights from 15 years of trauma at a portuguese level III trauma center

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Resumo:Introdução: As fraturas expostas de membros inferiores são lesões comuns em traumas de alta energia. O sistema de classificação de Gustilo-Anderson (GA) categoriza estas em três grupos: I, II e III, sendo este último associado a maior risco de complicações. Neste trabalho os autores promoveram uma avaliação retrospetiva de um grupo de doentes tratados cirurgicamente, no contexto de fraturas expostas GA grau III do membro inferior, num único centro de trauma nível III do sistema nacional de saúde português entre 2008 e 2022. Métodos: Foram avaliados os registos clínicos de doentes com fraturas expostas GA grau III do membro inferior submetidos a tratamento cirúrgico no período 2008-2022. Informações relativas a características demográficas, mecanismos de lesão, opções terapêuticas e complicações foram registadas. O tratamento estatístico dos dados foi obtido através do software GraphPad Prism 9. Resultados: Foram identificados 159 doentes, com o género masculino representando 82% da amostra. 57,9% das fraturas foram registadas como IIIA, 28.9% como IIIB e 13.2% como IIIC. Os acidentes de mota representaram o principal mecanismo de lesão (41,5%), com os ossos da perna a serem o segmento mais afetado (40,9%). A osteotaxia representou a opção terapêutica principal (67,3%), verificando-se uma média de internamento de 51 dias, com a infeção (40,5%), tromboembolismo pulmonar (1,4%) e isquemia (17%) como complicações mais comuns. A consolidação óssea verificou-se em 65% das fraturas, tendo-se constatado um tempo médio de 240 dias. 21% dos casos evoluíram para pseudartrose e 12% necessitaram de amputação secundária. Conclusão: As fraturas do tipo III ocorreram principalmente em indivíduos jovens do género masculino que sofreram acidentes de motociclo. Fraturas IIIA, afetando ambos ossos da perna e onde foram aplicadas osteotaxias constituíram os achados mais comuns. A infeção representou a complicação mais frequente, com fraturas IIIC a cursar com maior número de eventos isquémicos e amputações secundárias.
Autores principais:Catarino, Miguel Luís Elisiário de Oliveira
Assunto:Gustilo-Anderson Fraturas tipo III Membro inferior Estudo epidemiológico Ortopedia
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: As fraturas expostas de membros inferiores são lesões comuns em traumas de alta energia. O sistema de classificação de Gustilo-Anderson (GA) categoriza estas em três grupos: I, II e III, sendo este último associado a maior risco de complicações. Neste trabalho os autores promoveram uma avaliação retrospetiva de um grupo de doentes tratados cirurgicamente, no contexto de fraturas expostas GA grau III do membro inferior, num único centro de trauma nível III do sistema nacional de saúde português entre 2008 e 2022. Métodos: Foram avaliados os registos clínicos de doentes com fraturas expostas GA grau III do membro inferior submetidos a tratamento cirúrgico no período 2008-2022. Informações relativas a características demográficas, mecanismos de lesão, opções terapêuticas e complicações foram registadas. O tratamento estatístico dos dados foi obtido através do software GraphPad Prism 9. Resultados: Foram identificados 159 doentes, com o género masculino representando 82% da amostra. 57,9% das fraturas foram registadas como IIIA, 28.9% como IIIB e 13.2% como IIIC. Os acidentes de mota representaram o principal mecanismo de lesão (41,5%), com os ossos da perna a serem o segmento mais afetado (40,9%). A osteotaxia representou a opção terapêutica principal (67,3%), verificando-se uma média de internamento de 51 dias, com a infeção (40,5%), tromboembolismo pulmonar (1,4%) e isquemia (17%) como complicações mais comuns. A consolidação óssea verificou-se em 65% das fraturas, tendo-se constatado um tempo médio de 240 dias. 21% dos casos evoluíram para pseudartrose e 12% necessitaram de amputação secundária. Conclusão: As fraturas do tipo III ocorreram principalmente em indivíduos jovens do género masculino que sofreram acidentes de motociclo. Fraturas IIIA, afetando ambos ossos da perna e onde foram aplicadas osteotaxias constituíram os achados mais comuns. A infeção representou a complicação mais frequente, com fraturas IIIC a cursar com maior número de eventos isquémicos e amputações secundárias.