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Controlo de manga e papaia/mamão à receção numa central fruteira

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os frutos no pós-colheita continuam fisiologicamente ativos, pelo que a sua perecibilidade tende a ser elevada. As centrais fruteiras são um elo da cadeia de valor dos frutos de extrema relevância. A manga e a papaia/mamão são frutos muito perecíveis que sofrem elevadas taxas de quebra ao longo de toda a cadeia de valor. A presente dissertação, desenvolvida na central fruteira do grupo Luís Vicente, teve como principal objetivo analisar o montante de quebras de manga Palmer, manga Tommy Atkins, papaia Golden e papaia Formosa na central fruteira. Para tal, os procedimentos contemplaram as seguintes fases: (i) Análise de quebras em manga e papaia/mamão nos anos de 2018 e 2019, (ii) Acompanhamento analítico dos frutos à receção, (iii) Acompanhamento do processo de maturação de manga de transporte marítimo e (iv) Avaliação da taxa respiratória (TR) em manga de transporte marítimo, papaia e mamão. Através da quantificação de quebras verificou-se que a maior percentagem de quebra foi registada em manga no ano de 2019 com um valor de 8 % o que corresponde a 272267 kg de fruta. A análise dos relatórios de qualidade, dos últimos dois anos, permitiu concluir que a principal causa de quebra em manga é a antracnose, uma doença causada pelo fungo Colletotrichum gloesporioides, favorecida pelas condições climáticas do local de produção. O acompanhamento analítico dos frutos à receção, permitiu verificar que existem diferenças significativas entre lotes rececionados o que pode ser uma das causas de perdas (devoluções) ao nível do cliente. A maturação de manga de transporte marítimo foi analisada através da monitorização do seu comportamento em câmara de maturação a 24 ºC durante 48 h e através do estudo do efeito do tempo de armazenamento na sua maturação, feito a 22 ºC durante 56 h. A medição da taxa respiratória (TR) de manga Palmer madura, manga Palmer verde, manga Tommy Atkins madura, manga Tommy Atkins verde, papaia e mamão permitiu verificar que os frutos são rececionados em diferentes estados fisiológicos. Uma análise global dos diferentes resultados permite verificar que existem diferenças fisiológicas entre frutos do mesmo lote. Conclui-se também que as amostragens nem sempre se afiguram representativas. Dado tratar-se de frutos de grandes dimensões, esta questão só poderá ser ultrapassada utilizando métodos não destrutivos como a espectroscopia de infravermelho próximo (NIR) o que permitiria aumentar o número de frutos analisados à receção e até fazer uma pré-seleção dos frutos na escolha de bancada dando o tratamento adequado a cada fruto. Assim, os frutos seriam comercializados de acordo com os requisitos exigidos pelo cliente e a percentagem de quebras na empresa iria diminuir.
Autores principais:Grácio, Joana Margarida Simões
Assunto:central fruteira quebras pós-colheita manga papaia taxa respiratória (TR) antracnose fruit central post-harvest breaks mango papaya respiratory rate anthracnose
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os frutos no pós-colheita continuam fisiologicamente ativos, pelo que a sua perecibilidade tende a ser elevada. As centrais fruteiras são um elo da cadeia de valor dos frutos de extrema relevância. A manga e a papaia/mamão são frutos muito perecíveis que sofrem elevadas taxas de quebra ao longo de toda a cadeia de valor. A presente dissertação, desenvolvida na central fruteira do grupo Luís Vicente, teve como principal objetivo analisar o montante de quebras de manga Palmer, manga Tommy Atkins, papaia Golden e papaia Formosa na central fruteira. Para tal, os procedimentos contemplaram as seguintes fases: (i) Análise de quebras em manga e papaia/mamão nos anos de 2018 e 2019, (ii) Acompanhamento analítico dos frutos à receção, (iii) Acompanhamento do processo de maturação de manga de transporte marítimo e (iv) Avaliação da taxa respiratória (TR) em manga de transporte marítimo, papaia e mamão. Através da quantificação de quebras verificou-se que a maior percentagem de quebra foi registada em manga no ano de 2019 com um valor de 8 % o que corresponde a 272267 kg de fruta. A análise dos relatórios de qualidade, dos últimos dois anos, permitiu concluir que a principal causa de quebra em manga é a antracnose, uma doença causada pelo fungo Colletotrichum gloesporioides, favorecida pelas condições climáticas do local de produção. O acompanhamento analítico dos frutos à receção, permitiu verificar que existem diferenças significativas entre lotes rececionados o que pode ser uma das causas de perdas (devoluções) ao nível do cliente. A maturação de manga de transporte marítimo foi analisada através da monitorização do seu comportamento em câmara de maturação a 24 ºC durante 48 h e através do estudo do efeito do tempo de armazenamento na sua maturação, feito a 22 ºC durante 56 h. A medição da taxa respiratória (TR) de manga Palmer madura, manga Palmer verde, manga Tommy Atkins madura, manga Tommy Atkins verde, papaia e mamão permitiu verificar que os frutos são rececionados em diferentes estados fisiológicos. Uma análise global dos diferentes resultados permite verificar que existem diferenças fisiológicas entre frutos do mesmo lote. Conclui-se também que as amostragens nem sempre se afiguram representativas. Dado tratar-se de frutos de grandes dimensões, esta questão só poderá ser ultrapassada utilizando métodos não destrutivos como a espectroscopia de infravermelho próximo (NIR) o que permitiria aumentar o número de frutos analisados à receção e até fazer uma pré-seleção dos frutos na escolha de bancada dando o tratamento adequado a cada fruto. Assim, os frutos seriam comercializados de acordo com os requisitos exigidos pelo cliente e a percentagem de quebras na empresa iria diminuir.