Publicação
Deteção da infeção por Leishmania spp., em gatos da Área Metropolitana de Lisboa, através de técnicas de diagnóstico serológico (IFI e ELISA) e de uma técnica molecular (qPCR) aplicada a células conjuntivais e a sangue
| Resumo: | A leishmaniose visceral zoonótica é uma doença endémica em Portugal e é causada pelo protozoário Leishmania infantum. O cão é o principal hospedeiro reservatório natural, contudo o gato (Felis catus domesticus) tem revelado uma importância crescente na epidemiologia da doença. Nesta dissertação foi realizado um rastreio epidemiológico da infeção por Leishmania spp. em 47 animais, 32 deles com dono e 15 provenientes de um gatil, na Área Metropolitana de Lisboa (AML), utilizando duas técnicas serológicas, para pesquisa de anticorpos anti-Leishmania - Ensaio Imunoenzimático (ELISA) e Imunoflorescência Indireta (IFI) -, ambas com limiar de positividade de 1:80, e uma técnica molecular para deteção de ADN do parasita - Reação em Cadeia da Polimerase em tempo real (qPCR), utilizando sangue, colhido por venipuntura, e células conjuntivais (CC), obtidas por zaragatoa conjuntival, como amostras biológicas. Foram ainda avaliados possíveis fatores de risco através da recolha de informação proveniente de um questionário por animal. Por ambos os métodos serológicos, nenhum animal apresentou anticorpos anti-Leishmania, pelo que não foi possível determinar qual a técnica mais adequada para detetar o protozoário nos gatos. Pela técnica de qPCR, 31,9% (15/47) das amostras de CC e 25,0% (8/32) das de sangue evidenciaram ADN de Leishmania spp. (com carga parasitária entre 140 e 1187 cópias da sequência alvo nas amostras de CC e entre 880 e 3186 cópias da sequência alvo no sangue). Através da análise estatística, concluiu-se que não existiu, neste estudo, nenhuma associação estatisticamente significativa (p < 0,05) entre os vários fatores de risco e os resultados das técnicas utilizadas. Os médicos veterinários e proprietários devem ser alertados para o crescente número de casos da infeção por L. infantum e de leishmaniose felina em Portugal, devendo esta parasitose fazer parte do painel de diagnósticos diferenciais no gato. |
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| Autores principais: | Gomes, Patrícia Inês Santos |
| Assunto: | Leishmania infantum Gato Área Metropolitana de Lisboa ELISA IFI qPCR Células conjuntivais Sangue Cat Lisbon Metropolitan Area IFAT Conjunctival cells Blood |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A leishmaniose visceral zoonótica é uma doença endémica em Portugal e é causada pelo protozoário Leishmania infantum. O cão é o principal hospedeiro reservatório natural, contudo o gato (Felis catus domesticus) tem revelado uma importância crescente na epidemiologia da doença. Nesta dissertação foi realizado um rastreio epidemiológico da infeção por Leishmania spp. em 47 animais, 32 deles com dono e 15 provenientes de um gatil, na Área Metropolitana de Lisboa (AML), utilizando duas técnicas serológicas, para pesquisa de anticorpos anti-Leishmania - Ensaio Imunoenzimático (ELISA) e Imunoflorescência Indireta (IFI) -, ambas com limiar de positividade de 1:80, e uma técnica molecular para deteção de ADN do parasita - Reação em Cadeia da Polimerase em tempo real (qPCR), utilizando sangue, colhido por venipuntura, e células conjuntivais (CC), obtidas por zaragatoa conjuntival, como amostras biológicas. Foram ainda avaliados possíveis fatores de risco através da recolha de informação proveniente de um questionário por animal. Por ambos os métodos serológicos, nenhum animal apresentou anticorpos anti-Leishmania, pelo que não foi possível determinar qual a técnica mais adequada para detetar o protozoário nos gatos. Pela técnica de qPCR, 31,9% (15/47) das amostras de CC e 25,0% (8/32) das de sangue evidenciaram ADN de Leishmania spp. (com carga parasitária entre 140 e 1187 cópias da sequência alvo nas amostras de CC e entre 880 e 3186 cópias da sequência alvo no sangue). Através da análise estatística, concluiu-se que não existiu, neste estudo, nenhuma associação estatisticamente significativa (p < 0,05) entre os vários fatores de risco e os resultados das técnicas utilizadas. Os médicos veterinários e proprietários devem ser alertados para o crescente número de casos da infeção por L. infantum e de leishmaniose felina em Portugal, devendo esta parasitose fazer parte do painel de diagnósticos diferenciais no gato. |
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