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Introdução: Mulheres e espaço no cinema contemporâneo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A segunda metade do século XX foi marcada por novas relações entre mulheres e espaço. O incremento do acesso ao mercado de trabalho e aos diferentes níveis de ensino foi uma importante conquista para as mulheres em muitos países, ainda que atravessadas por assimetrias de classe, raça e região. Um pouco por todo o mundo, enquanto lutavam por mais direitos sociais, laborais e sexuais, as mulheres foram não só abandonando, e ocupando, de diferentes formas, o espaço doméstico, como habitando, de forma crescente, o espaço público e mediático. Tais transformações não demoraram a se fazer sentir no cinema. Não por acaso, em diferentes filmes produzidos nos anos 1960 e 1970, vemos nas telas mulheres que flanam, trabalham ou lutam pela sua sobrevivência nas ruas de diferentes cidades. O espaço natural, muitas vezes usado como metáfora para a condição feminina, porque imbuído de valores tradicionalmente associados às mulheres, como pureza, emoção e irracionalidade (McDowell 1999), torna-se também espaço de contestação. As mulheres ocupam ao mesmo tempo os espaços de representação e de produção do cinema.
Autores principais:Liz, Mariana
Outros Autores:Cavalcanti Tedesco, Marina
Assunto:Cinema Mulheres
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A segunda metade do século XX foi marcada por novas relações entre mulheres e espaço. O incremento do acesso ao mercado de trabalho e aos diferentes níveis de ensino foi uma importante conquista para as mulheres em muitos países, ainda que atravessadas por assimetrias de classe, raça e região. Um pouco por todo o mundo, enquanto lutavam por mais direitos sociais, laborais e sexuais, as mulheres foram não só abandonando, e ocupando, de diferentes formas, o espaço doméstico, como habitando, de forma crescente, o espaço público e mediático. Tais transformações não demoraram a se fazer sentir no cinema. Não por acaso, em diferentes filmes produzidos nos anos 1960 e 1970, vemos nas telas mulheres que flanam, trabalham ou lutam pela sua sobrevivência nas ruas de diferentes cidades. O espaço natural, muitas vezes usado como metáfora para a condição feminina, porque imbuído de valores tradicionalmente associados às mulheres, como pureza, emoção e irracionalidade (McDowell 1999), torna-se também espaço de contestação. As mulheres ocupam ao mesmo tempo os espaços de representação e de produção do cinema.