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O português num contexto multilingue: o caso de São Tomé e Príncipe

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente arfigo tem coumo principais objetivos (i) relacionar aspetos históricos e sociolinguisticos das ilhas de São Tomé e Príncipe com a emergê¡cia da variedade do português de São Tomé (PST); e (ii) discutir os fatores responsáveis pela formação do PST, designadamente os implicados na aquisição das propriedades de subcategorização verbal. Tendo em conta que o porfuguês em São Tomé constitui actualmente a L1 dominante, resultante de variedades interlinguísticas de L2, discutiremos de que modo o contato linguístico com o forro, o crioulo local, é responsável pela variação observada nas grelhas argumentais dos verbos. Mostraremos que uma hipótese baseada unicamente em transferência do forro (santome) é insuficiente para responder à variação observada no PST e que a fixação de diferenfes valores de parâmetro e, consequentemente, a emergência de estruturas distintas das exibidas pelo português eruopeu (PE) está relacionada com a interpretação sintático-semântica que os falantes fazem dos eventos descritos pelos verbos, bem como dos traços que comportam as preposições que introduzem os argumentos por estes subcategorizados.
Autores principais:Gonçalves, Rita
Outros Autores:Hagemeijer, Tjerk
Assunto:São Tomé e Príncipe Variedades do português Estrutura argumental Variação linguística
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente arfigo tem coumo principais objetivos (i) relacionar aspetos históricos e sociolinguisticos das ilhas de São Tomé e Príncipe com a emergê¡cia da variedade do português de São Tomé (PST); e (ii) discutir os fatores responsáveis pela formação do PST, designadamente os implicados na aquisição das propriedades de subcategorização verbal. Tendo em conta que o porfuguês em São Tomé constitui actualmente a L1 dominante, resultante de variedades interlinguísticas de L2, discutiremos de que modo o contato linguístico com o forro, o crioulo local, é responsável pela variação observada nas grelhas argumentais dos verbos. Mostraremos que uma hipótese baseada unicamente em transferência do forro (santome) é insuficiente para responder à variação observada no PST e que a fixação de diferenfes valores de parâmetro e, consequentemente, a emergência de estruturas distintas das exibidas pelo português eruopeu (PE) está relacionada com a interpretação sintático-semântica que os falantes fazem dos eventos descritos pelos verbos, bem como dos traços que comportam as preposições que introduzem os argumentos por estes subcategorizados.