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Terapêutica antitrombótica do AVC cardioembólico na doença hepática crónica : caso clínico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a principal causa de morte em Portugal. Cerca de 20% destes eventos advém de doença aterosclerótica cerebro-vascular, 25% são secundários a doença de artérias penetrantes, 30% são idiopáticos, 20% são secundários a embolismo cardiogénico e 5% resultam de situações mais raras como estados protrombóticos, dissecções, arterite, etc. A Fibrilhação auricular não-valvular (FANV) é a cardiopatia embólica mais frequente. A prevenção secundária da doença cerebrovascular depende do tipo (AVC isquémico, hemorragia intracerebral, hemorragia subaracnoideia ou trombose do seio venoso cerebral) e da sua causa (cardioembolismo, aterosclerose das grandes artérias, doença de pequenos vasos, etc). Já a etiologia cardioembólica requer tratamento antitrombótico que, não é completamente seguro nos doentes cirróticos com FA (Fibrilhação Auricular), pela fragilidade da hemostasia e pela paucidade da evidência clínica nesta população de doentes. Na doença hepática, a incidência de eventos cerebrovasculares é maior do que a daqueles sem a doença. Na ausência de varizes esofágicas, as opções terapêuticas disponíveis actualmente para a prevenção secundária do AVC passam pela administração de aspirina. A experiência é limitada quanto ao uso dos novos anticoagulantes orais (NOAC´s). O resultado não é muito alterado pelos antagonistas da vitamina K (AVK´s), pois têm apenas um benefício marginal no prognóstico geral dos doentes com FA e cirrose. Assim, a terapêutica antitrombótica nesta população de doentes é feita, por enquanto, de forma individualizada.
Autores principais:Pires, Patrícia Alexandra Raimundo
Assunto:Acidente vascular cerebral Fibrilhação auricular Terapêutica antitrombótica Doença hepática crónica Cirrose Neurologia
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a principal causa de morte em Portugal. Cerca de 20% destes eventos advém de doença aterosclerótica cerebro-vascular, 25% são secundários a doença de artérias penetrantes, 30% são idiopáticos, 20% são secundários a embolismo cardiogénico e 5% resultam de situações mais raras como estados protrombóticos, dissecções, arterite, etc. A Fibrilhação auricular não-valvular (FANV) é a cardiopatia embólica mais frequente. A prevenção secundária da doença cerebrovascular depende do tipo (AVC isquémico, hemorragia intracerebral, hemorragia subaracnoideia ou trombose do seio venoso cerebral) e da sua causa (cardioembolismo, aterosclerose das grandes artérias, doença de pequenos vasos, etc). Já a etiologia cardioembólica requer tratamento antitrombótico que, não é completamente seguro nos doentes cirróticos com FA (Fibrilhação Auricular), pela fragilidade da hemostasia e pela paucidade da evidência clínica nesta população de doentes. Na doença hepática, a incidência de eventos cerebrovasculares é maior do que a daqueles sem a doença. Na ausência de varizes esofágicas, as opções terapêuticas disponíveis actualmente para a prevenção secundária do AVC passam pela administração de aspirina. A experiência é limitada quanto ao uso dos novos anticoagulantes orais (NOAC´s). O resultado não é muito alterado pelos antagonistas da vitamina K (AVK´s), pois têm apenas um benefício marginal no prognóstico geral dos doentes com FA e cirrose. Assim, a terapêutica antitrombótica nesta população de doentes é feita, por enquanto, de forma individualizada.